Serendipitidade

* L’Andreis

Estava disposta a descrever hoje, nesta coluna, meu homem ideal. O tal elo perdido que compra na Zara, tem pegada, inteligência, sofisticação e fala firme (quase grosso). Mas as circunstâncias mudaram da noite para a manhã. Fechei meu primeiro contrato e me sinto Audrey Hepburn em “Quando Paris Alucina”.

Audrey going "absolutely ape"

Audrey going "absolutely ape"

Só entre nós, sempre me sinto a Audrey Hepburn em todos os filmes que ela fez. Não que eu me ache tão gata, mas ela sim é uma heroína ideal. Ao contrário da She-ra, ela não é daiki, também não é como a Regina Duarte, vítima da situação, nem como a Angelina Jolie-resolvo-tudo-cruzando-as-pernas. Audrey é doce, mas decidida. Aquela heroína que na hora de ler a descrição no roteiro, o produtor pergunta: cadê a verossimilhança? Não existe tal mulher! Até que ele conhece Audrey.

Pretty Face

Pretty Face

Em “Quando Paris Alucina”, ela é Gabrielle, uma datilógrafa que está em Paris para viver – to liiiveeee – e, se pagar bem, faz até brazilian wax. Seu lado meigo é expresso por um canário de estimação e sua inteligência pelas lições de vida e talento que ela dá ao seu chefe, o roteirista boêmio, Richard Benson (um Willian Holden bem mais velho e yummi do que o amante de Sabrina).

Um dos pontos altos das conversas entre os dois é sobre serendipitidade, eleita uma das palavras inglesas de mais difícil tradução, serendipity pode ser explicada como a felicidade descoberta em toda e qualquer coisa que te acontecer, mas fica muito clichê assim, boa mesma é a explicação do Willian Holden para a Audrey. (Assistam, tem Givenchy para todos os lados!)

É assim que estou me sentindo hoje. Feliz por ganhos que simplesmente aconteceram, sem me preocupar com a busca do bilhão ou do elo perdido da phinesse+hombridade. Para espraiar isto, vou deixar vocês assim também, pensando em serendipitidade.

(Seguem os meus dois trechos favoritos de Quando Paris Alucina).

* Quando Paris Alucina é o filme predileto de L’Andreis com Audrey e também o  que a belguinha mais gostou de fazer. A primeira “serendipita” por aqui toda a quinta, já a segunda vive vestida de Givenchy dentro de nossos corações.

1 comentário

Arquivado em diálogos com PH, escrita phina, fica aí a dica, Glamour consagrado, inspiração, L’Andreis, mulher (realmente) moderna, personalidade com PH

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