Panis Et Circenses

Os presidentes da nossa geraçã. Sã?

Os presidentes da nossa geraçã. Sã?

*Por Vini

Na verdade, eu nasci na ditadura. Final desta, mas ainda sim, ditadura. Estava na barriga de mamãe na época das Diretas Já. Não me lembro muito bem de todas as moedas que o Brasil teve durante a minha infância, mas já era grandinho na época do Real. Li tudo no meu primeiro exemplar da assinatura da Super Interessante (na época em que era uma revista realmente boa e não falava apenas de Jesus Cristo e Lost).

Uma coisa de que me recordo bem é o impeachment do Collor. Eu, em casa, ligando pra mãe no trabalho para falar o quanto andava a votação. Tinha os meus seis anos.

Hoje em dia, como fiz Direito, eu sei para que serve o Senado e gosto muito de Direito Constitucional, Teoria Geral do Estado, mas não vou ficar técnico, senão fico chato. Política é uma coisa, Direito é outra. O que é jurídico nem sempre é o mais justo e assim vai uma série de ponderações do gênero.

Eu sou bem pragmático. Se é para fazer, que façamos e que seja bem feito. Máxima que em tudo da vida se aplica. Se é obrigação, então faça bem feito porque é o seu dever. Se você escolheu fazer algo, então faça melhor ainda porque ninguém te obrigou. Simples e phino assim.

E não vou entrar em detalhes sobre o que se passa no Brasil. Quem lê, sabe. Mas o impressionante é a quantidade de bate-boca, de xingamentos, de intriga, de fofoca. Um tal de “Fulano falou que viu o Zé Mané fazendo isso e aquilo por aqui e acolá”. E a solução de tudo isso? Negar. Ahhh, o poder do não. “Eu absolutamente não fiz nada disso”. Nega-se, simplesmente pelo prazer do não. Que preguiça.

E os acordos políticos? Até para apurar responsabilidades. “Vamos engavetar as duas representações então, que tal?” Políticos têm seus BFF (best friends forever), tal como colegiais loiras e oxigenadas.

E a mídia sai como a grande vilã da história. Sim, porque a impressa come políticos na hora do almoço e fica pensando em histórias mirabolantes, dignas de ficção científica para atazanar os pobres políticos. Coitadinhos.

E até o Judiciário está imerso em briguinhas públicas. Um com seus capangas, outro com seus motivos. E assim vai. E para eles é tudo naturalmente normal, porque a “divergência” faz parte do “processo democrático”. E, qualquer coisa, sempre haverá o poder supremo do não, não é mesmo,?

Não é preciso reality show. Na Fazenda? No Limite? Não obrigado. Eu fico com TV Senado, TV Justiça e afins. É muito mais divertido um xingamento acompanhado de “Vossa Excelência”. Seria phino, se não fosse trágico.

Bom senso e educação não fazem mal a ninguém. Cuidar da própria vida e obrigações também não. Eu me pergunto quando que esse povo trabalha, em meio a tanta fofoca, intriga e blah-blah-blah. Parecem estar ainda no ensino fundamental. O problema é que a maior parte também nem sabe falar direito português.

O pão é dado: bolsas-família e afins. O circo também. Eu, particularmente, quero ver fogo no picadeiro na grande atração de 2010 que serão as eleições. O problema é que quem precisa do pão não sabe o que se passa no circo; quem entende razoavelmente o circo não precisa tanto do pão.

*Vini é de centro-direita-liberal segundo um quiz online que fez no site de uma revista semanal. Não é paladino da justiça, nem da verdade, mas gostaria de ver um espetáculo mais phino pelos homens públicos.

2 Comentários

Arquivado em É o Brasil!, contribuição phina, relaçã? sã?, vergonha alheia

2 Respostas para “Panis Et Circenses

  1. “Eu me pergunto quando que esse povo trabalha, em meio a tanta fofoca, intriga e blah-blah-blah.”
    Perfeito! Realmente, todo o POVO deveria fazer essa pergunta à eles!
    Com tanta m**** (desculpem a indelicadeza) no país, eles resolvem que é mais divertido cuidar da vida do colega político que está abocanhando a parcela maior que a dele…. futricar a vida do vizinho e bater boca sem o menor resultado não é nada phino!
    e o povo coitado entende? e quem entende faz alguma coisa? e se faz, tem resultado? o negócio é que essa politicagem toda está cada vez mais encerrada em seu ciclo vicioso…. quem entra no poder com boas intenções é sempre sufocado e sugado pela corrupção vigente….
    e tudo acaba na cantina: o povo come o pão e os políticos a pizza!
    * Dani acompanha o EBDP, e adorou a dissertação simples e com essência de Vini, mas apenas comenta por detestar a falta de posicionamento critíco-político e falta de ação… não acompanha política por achar que falta uma boa sacudida para o país mudar… quem sabe não começa uma campanha pró-caras-pintadas-contemporâneos…. (com perdão da apropriação… hehe)
    abraços intrometidos a todos… hehe

  2. filipe

    os 4 cavaleiros do apocalipse?

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