Onde estão os homens de 30 solteiros?

Steve, urgente, miliga!

Steve, urgente, miliga!

Por Rafa*

Tinha tudo para terminar como o pior final de semana dos últimos tempos. Passei o domingo mal-humorado. O motivo? Pulgas, no sentido figurado (quem não entendeu, por favor, leia a minha coluna da semana passada que hoje não vai dar pra explicar de novo).

O desastre total estava por ser consumado após eu testar o novo produto depilatório que eu havia comprado no bairro da Liberdade mais cedo, após o almoço calórico de domingo. Minha barriga arde, está vermelha e, desculpem a sinceridade, fede.

Eis que, antes de começar a escrever esta coluna e estar prestes a redigir o post mais boring dos últimos tempos, resolvi assistir a um capítulo do seriado Sex and the City. Calma, gente, não tem nada a ver com roupas e busca por tendências. Nova York e Sarah Jessica Parker são tão 2003. Eu não ousaria, vocês me conhecem.

Estou reassistindo porque, vocês sabem, ano que vem chego à casa dos 30, solteiro e preocupado com o meu estado civil. Não que eu esteja totalmente desconfortável com isso, mas tem me abalado a falta de homens interessantes com três décadas de vida e a não-possibilidade de encontrar alguém legal para um romance num curto prazo de tempo. (Vocês leram bem? Eu disse romance, não pronunciei a palavra namoro, muito menos casamento.)

Eu tinha até resolvido dar uma chance para o jovem de 22 de duas semanas atrás (aquele sem um pelo no corpo pra contar história). Porém, após ele me avisar que não poderia jantar comigo num bistrô phiníssimo na última quinta porque tinha simulado (isso mesmo, SIMULADO DO VESTIBULAR) no outro dia, cheguei a conclusão de que não dava e parei de tentar. (Na sexta à noite, eu iria descobrir que ele não tem 22 anos como havia me informado, mas sim 20… e portava um namorado.) TOTAL FAIL.

Daí que eu tava quase cometendo um atentado grave contra a phinesse no sábado à noite: um encontro com um carinha que eu havia conhecido pela internet (relembre tentativa fracassada de inclusão digital aqui). Tudo levava a uma noite agradável, e eu estava prestes a meter os pés pelas mãos mais uma vez: 28 anos, profissão interessante, papo legal, inteligência acima da média. O conjunto conspirava para, no mínimo, uma noite agradável.

Mas foi só ver as fotos do moço, que deixavam à mostra o extra de murcilha em seu corpo, que baixou a Amy em mim e eu disse “no, no, no” (não, não, não, em tradução livre).

E, pra fechar o dia com luxo e glamour, encontrei encosto (leia-se pulga) no sábado à noite por acaso. Pronto: o palco para a tragédia grega estava montado.

Resisti bravamente e tomei o meu rumo, sem vacilar. Não escutei música triste, não bebi demais e não caí em tentação. Assim, Deus me livrou do mal pior, que seria perder todos os pontos na escala da phinesse.

O que me restou foi assistir a mais um episódio de Sex and City na finaleira do domingo e tentar entender um pouco a cabeça dessa geração dos 30, da qual, em breve, farei parte. Então fui agraciado com o episódio em que Miranda conhece o adorável Steve (o barman, que depois fica monobola, simpático, bem-humorado, fofo, etc etc). Não preciso dizer que me reapaixonei por ele. E voltei a ter esperanças.

E estou aqui, bebendo o meu vinho argentino barato de qualidade, escrevendo este texto pra vocês, feliz da vida, louco pra que uma nova semana comece, cheia de coisas boas. Porque eu tenho espelho em casa e, apesar da barriga destruída, sei que ainda dou um bom caldo. Charme, inteligência e senso de humor não me faltam. E deve haver outro por aí, com quase 30, como eu, louco pra me conhecer.

rafa_avatar*Rafa odeia o Mr. Big com todas as suas forças, mas dá uma de Carrie Bradshaw aqui, às segundas. Nos outros dias, sai por aí em busca do phino e de um Steve pra chamar de seu.

11 Comentários

Arquivado em homem phino, Rafa, sentimentos phinos

11 Respostas para “Onde estão os homens de 30 solteiros?

  1. Aí discordamos: Mr. Big é o meu more than a friend, entertainment dos sonhos. Acho lindo quando relacionamentos errados dão certo, porque a vida é um eterno “vai que dá” e só vamos porque sabemos que não é que às vezes dá?

    da tua amiga polyaníssima.
    =*
    ps: em tempo, ótimo texto, ótimo ritmo.

  2. O melhor namorado foi o Aidan (John Corbett), fofo, apaixonado, lindo. Mas sou forçada a concordar que a Carrie teve um bom argumento para chutá-lo: ele estava derrubando com uma marreta a parede que separava os apartamentos deles.

    • Tenho um pouco de preguicinha do Aidan. Eu lembro que, na época que Sex and the City ainda era in, me apaixonei por um escritor de nome Berg, se não me engano. O melhor dos da Carrie. Mas não adianta, adoro a maneira meiga e inteligente com que o Steve acaba com o jeito “nada-abala-a-minha-vida” de ser da Miranda.

  3. Ai, gentchi. Sou a única que acha o Aidan bobão e cabeludo demais? Não posso com fofos apaixonados!
    Ou melhor: que sejam, mas não na frente de todo mundo. =P

  4. ó, aí concordamos: Steve é pura espontaneidade. o tipo de cara pra se ter do lado. =)

  5. filipe

    hahaha! a murcilha que já foi tema de um de seus textos (aliás, me motivou a entrar numa dieta para perder a minha).
    sex and the city também é o meu consolo de noites solitárias.

  6. Sabrina

    Rafa, eu também me apaixonei pelo Berg (ou seja lá qual for o nome) e concordo que ele foi o melhor dos da Carrie. Mas foi ele que pulou fora quando ela começou a fazer mais sucesso que ele….
    adorei o texto!
    beijos, saudades

  7. Duvido que Steve passasse pelo mais rígido controle de qualidade de que já tive notícia. Alguma pelanquinha ele deve ter, ou de repente escreve “drinks” (barman, remember?)…

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