What goes around, comes back around

Vamos dar umas voltas em 2010, Justin?

Vamos dar umas voltas em 2010, Justin?

*Por Vini

Eu me lembro até hoje das aulas de ciências sobre rotação e translação. Rotação é a volta da Terra em torno de seu eixo, corresponde a um dia. Translação é a volta da Terra ao redor do Sol, corresponde a um ano. Achava lindas essas lições de quase duas décadas atrás. Só não imaginava que 2010 um dia pudesse chegar, afinal, tinha os anos 90 inteiros pela frente.

Dos meus sonhos de seis anos creio que nenhum deles tenha se realizado. Para ser sincero, acredito que não tinha muitos sonhos naquele tempo. A única coisa que continua igual é que eu ainda amo super-heróis, ficções com superpoderes, Liga da Justiça e afins.

A diferença é que, se antes o Coringa me dava medo (não podia dormir num quarto em que tivesse um boneco dele), hoje em dia o entendo e me identifico ple-na-mente (beijo, Heath, me liga do além).

Muitas rotações da Terra desde então. Apesar de uma volta completa retornar ao ponto de início, há sempre a experiência da volta a mais que se deu.

Foquemos nos momentos finais destas rotações em torno do sol. Eu, pequeno, amava Natal. Podia passar horas contemplando uma árvore de Natal e imaginar os presentes que ganharia (invariavelmente caixas e caixas de Lego, que tenho até hoje).

No Natal passado, isto é, 2009, chorei copiosamente à meia-noite. E olha que não era o vinho ou alegria. Foi a mais pura tristeza cristalina: a Terra deu uma volta em torno do Sol, e eu fiquei no mesmo lugar. E isso não é drama, tampouco se fazer de vítima. Foi a verdade do meu vigésimo quinto Natal.

Especialmente quando se passa o Natal em “família”. Uso as aspas porque, apesar de eles terem a sorte de dividir alguns genes em comum com a minha pessoa, não me acolhem com um lar, não me fazem mais feliz e não tem a minha genialidade. E isso não é drama, tampouco falsa modéstia. É a verdade, novamente.

E que mal há em chorar? Nenhum. Boto para fora, pois não quero morrer de câncer de revirar tristeza igual chiclete que perde o gosto de tanto se mascar. Se te incomoda, só lamento.

Confesso que o pequeno-eu tinha ideias de uma família feliz e reunida e tudo mais. Larguei mão do sonho há tempos. O que me incomodou, dileto leitor, é não ter passado a data com quem importa, a minha família que está perdida pelos quatro cantos deste globo azul.

O que me angustiou (e angustia) é a sensação de não viver, de não estar vivendo, de estar perdendo algo. Porque a Terra gira, não é? E cada vez que ela dá mais uma volta, apesar de ganhar experiência, não estou ganhando mais tempo neste plano. Constatação de nossa mortalidade.

E se o Natal foi ruim, o Réveillon foi o contrário. Nada de muito grandioso na verdade. Restaurante e “família”, aqueles do Natal. Sem álcool e só na Coca-cola.

Dancei, dancei, dancei. De tudo. Todos os ritmos deste Brasil e lá de fora. Banquei o DJ. Escolhi músicas e montei playlists. Deus abençoe o meu ótimo bom gosto e conhecimento musical, amém. E se você me perguntar, caro leitor, o motivo da mudança, simplesmente não saberei responder com certeza.

“És bipolar, Vini?”
“Parou de bancar a vítima?”
“Leu livro de auto-ajuda?”
“Foi abençoado com uma carga sobrehumana de otimismo e boas vibrações?”

Hipóteses plausíveis, exceto a do livro de auto-ajuda (pois meu dinheiro não é capim, eu tenho bom gosto e meu tempo é escasso).

Eis a teoria que me pareceu mais eloquente e que cá divido com vocês: pior não fica. Tudo que era para ter dado errado deu. Coisas e pessoas fora da minha vontade e do meu controle (sempre digo que o livre arbítrio é a falha da Criação: se liga Jesus!). Se tudo dá voltas, inclusive essa bolha cheia d’água que habitamos, a minha vida também dará. No meio tempo, choro quando quiser chorar e danço sempre que puder dançar. Simples assim. Se Justins quiserem me acompanhar, melhor ainda.

*Vini promete ser mais livre, leve e solto em 2010, com menos doses de metafísica e mais Spinning Around de Kylie na busca de voltas mais felizes, douradas e glamourosas, aqui, a partir de hoje, toda terça-feira.

4 Comentários

Arquivado em decisão com PH, festas phinas, sentimentos phinos, Vini

4 Respostas para “What goes around, comes back around

  1. Tu tem um ano novinho pela frente que ser de pura phinesse. Bora rodar bonito dessa vez!!! Sem dramas guri, que nem deve ter sido tão ruim assim.

    Bem-vindo a tua nova família!!!

  2. vini

    foi MUITO ruim. vc q não me viu chorar. rs.
    obrigado pelo phino 2010 que se inicia.
    =)

  3. Vini querido! Bem-vindo aos phinos-phixos (a loca). Apoiei muito a tua chegada!
    Como tu, também não acredito em Natal e Ano-Novo; os meus sempre foram as maiores roubadas. O melhor fica para o resto do ano, acredita.
    Besos!

  4. Bruno

    Como diria nosso agora californian-blushed friend Mateos: “Sem crise, tá?” hehe
    Este ano vai ser lindo pra você, Vini! Good things come to those who wait!

    Bisous ;*

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