Biofísica italiana da phinesse

Express yourself, Italy

Express yourself, Italy

Por Vini*

O sangue italiano ferve nas veias de quem agora digita. Certa vez, um deputado federal, reitor de uma grande universidade local da região, disse a uma parenta minha que o meu sobrenome é de família mafiosa da Itália. Achei apropriado.

E eu gosto muito desta coisa mediterrânea. Primeiro, porque eu prefiro qualquer massa a qualquer churrasco e afins. E, segundo, escreveu, não leu, o pau comeu.

“Nossa, Vini, que falta de phinesse…”

Calma, garotada. É tudo uma questão de física: a uma ação corresponde uma reação de mesma intensidade e sentido contrário. Confesso que não sou santo, nem pleiteio uma vaga ao lado esquerdo de Nosso Senhor. Não, muito obrigado. É no queijo bombante do inferno que me encontrarão no Além-Vida. E não saio por aí, grosso e mal educado, gratuitamente.

Se faço algum comentário malicioso, irônico ou congênere, é simplesmente porque a situação me exigiu. Exemplo: se a pessoa saiu baranga, mal vestida, esquecendo daquela invenção maravilhosa chamada espelho, este é a ação originária que motiva a reação de minha parte. Afinal, há todo um equilíbrio cósmico em jogo. Minhas palavras de verdade, mostrando as falhas da ação de dita pessoa, nada mais são que a reação natural da falta de noção da primeira.

E isso vale para todos, inclusive a mim mesmo. Autocrítica, pessoas. Repito: autocrítica. O travesseiro não existe para ficar fantasiando sobre situações que só existem na sua cabeça depois da tarja-preta diária. Não, não. Deitar, refletir e ver o que fez errado é sempre bom. E, melhorar, por que não?

E nada muito a ferro e fogo. Autoironia cai super bem e é um modo elegante de sair da situação. Se você cometeu um deslize qualquer, um comentário bem humorado sobre si mesmo é uma forma de mostrar que você é inteligente o suficiente para não perseverar no erro.

Agora, voltemos ao sangue italiano que deixamos em ebulição. Se alguém te é babaca, sem motivo e sem razão, reaja de acordo com a situação. Sangue de barata, para quê? Hello, baratas são bichos nojentos. E não importa o fato de que elas sobreviverão a ataques nucleares. Elas caminharão nojentas e sozinhas, não é mesmo?

Que ação desperta reação já sabemos. Para que você vai ter o trabalho de criar uma força contra esta reação? Olha que coisa cansativa e fisicamente complicada. Botar pra fora, já, na hora. Para que deixar o seu rival com aquela cara de vilão mexicano que ganhou a situação? Posar de coitadinho? Jamais. Lute pelo o que é seu. Defenda-se, lei de sobrevivência. Biologia aplicada, afinal somos mamíferos.

Para os que não têm essa coisa italiana correndo nas veias, faça o exercício da próxima vez. E não se preocupe em se exceder. Todo mundo é humano, e se alguém errou antes de ti, é natural que você erre também. Reconhecer os erros, assumi-los e pedir desculpas é muito phino.

Porque a italianada é assim: fala, briga, faz, fica todo mundo vermelho, acontece e tudo se resolve, possivelmente bem e com pizza, vinho e estilo. Afinal, por que outro motivo Milão seria uma capital da moda e Madonna posaria para a Dolce & Gabbana?

*Vini, italianinho, esquentadinho e estiloso, explode phinamente aqui toda terça em 2010.

4 Comentários

Arquivado em avisei que era bafona, sentimentos phinos, Vini

4 Respostas para “Biofísica italiana da phinesse

  1. Pena que as únicas coisas que herdei da minha avó italiana foram os braços grossinhos e a bunda pequena.

  2. Fico com tanto ÓDJO dos polentas nas viagens porque eles fazem uma bagunça do cão, não respeitam nada nem ninguém, estão sempre se esgoelando e empurrando o que quer que esteja pela frente… nada a ver com a phinesse da nona, viu.
    E aí prefiro dizer que sou descendente de irlandeses. Afinal, herdei minhas madeixas ruivas da minha vó irish (a loka).
    Prefiro mil vezes os italianos do Braziu.

  3. Bom mesmo é italiano rico.
    Tutti ladri, pero tutti bona genti.

    =P

    abraços mediterrâneos com mamicas estilo Sophia Loren

  4. Carol

    Bom, vc sabe que adoro esse seu lado, que eu
    denominava supersincero, mas italiano também é adequado.
    Adorei a menção às baratas, só pra constar..

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