Não podemos se entregar pros homens

pra ele, pode entregar tudo

pra ele, pode entregar tudo

Rafa*

Calma gatinha, o artigo de hoje não tem a nada a ver com dilemas como dar ou não dar na primeira vez ou fazer a gostosa abrindo mão do prazer pra não pagar de bitch com o gatinho (so last week isso). O título da coluna é só o pedaço de uma canção gauchesca que diz mais ou menos assim:

“Não podemos se entregar pros homens / De jeito nenhum, amigo e companheiro / Não tá morto quem luta e quem peleia / …”

Músicas como essa, claro, não estão no meu i-Pod, mas gravadas no HD da minha memória e fazem parte da filosofia inconsciente deste que vos escreve. Cresci com meus pais me levando aos shows da Canção Nativa dos anos 80 e ouvindo músicas como essa, que carregam e apontam para algo da minha personalidade: sou muito macho.

E antes que a loka venha perguntar se eu desisti de ser gay, eu me adianto: gay e macho são adjetivos que podem pertencer a mesma pessoa, assim como heterossexual e bicha. Enfim, assunto tão 2004 que prefiro não me estender.

A questão é a seguinte. Ou são as seguintes:

– Lucas Fever não reapareceu, apesar da poesia fofinha da semana passada;

– Encosto volta do além-mar e mesmo sem aparecer começar a perturbar;

– Minhas costas doem;

– Trabalho acumulou e pesou;

– Ainda não fiz um sexo que prestasse em 2010;

– Perdi o ânimo pra sambar…

E quem se importa? Phino mesmo é não se entregar. É acordar todo dia e acreditar em alguma coisa qualquer. Pode ser na bunda do Nadal ou na daquele gatinho novo que apareceu na academia. Pode ser em um filme fofo que te confortou sábado à noite. Ou nos três quilos a menos que a balança registrou. No elogiou de uma colega querida. Numa nova proposta de emprego. Num restaurante novo e delicioso para se perder no domingo.

Vai, se a coisa tiver difícil, vale até se apegar num vídeo engraçado do Youtube.

Agora não vale colocar a culpa no inferno astral. Na ligação que não veio e não virá. No cansaço.

Temos um ano interinho pela frente, e a gente não vai desperdiçar, certo? A lição de 2009 segue valendo galera: sem mimimi nem chororô.

*Rafa não acredita em inferno astral, mas tem medo de macumba e mal olhado. Levanta a poeira aqui, às segundas (hoje, excepcionalmente, na terça). Nos outros dias, não se entrega pros homens, de jeito nenhum.

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6 Comentários

Arquivado em avisei que era bafona, fica aí a dica, lição de vida, Rafa

6 Respostas para “Não podemos se entregar pros homens

  1. Já te contei que cruzei a 2 metros do Nadal e do Federer? Hewitt vi só na quadra, mas ganha do espanhol e do suíço – com folga – pelo di-vi-no conjunto da obra.
    Compara só Nadal e Hewitt

  2. A Lisi se importa, e te levará para sambar. Pq mexer no momento certo é fundamental. E o Brasil merece o teu rebolado.

  3. Caroline Andreis

    samba, janaina, samba.
    (L)

  4. Di

    ”…de jeito nenhum…”

    É isso ai Rafa!

    2010 é nosso, aha, uhul!

    hehehehe

    adorei o post.

    Beijos

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