Thank you for the music

God bless the King

God bless the King

Por Vini*

A vida deveria ser um musical. Simples assim. E não me censure, gateenho ou gateenha que me lê. Pare. Respire. Liberte-se de pré-conceitos e julgamentos. Pronto? Aperte o “play” e vamos lá.

Quem me conhece sabe que não sou cinéfilo. É uma das minhas falhas de caráter que mais podem te irritar. (Claro que tenho outras inúmeras, mas estas, em sua maioria, são adoráveis.)

Não me chame para ver um filme como desculpa para me levar para o teu sofá ou para tua cama. Direi um sonoro NÃO! sem remorso algum. Poucos filmes me atraem.

Exceção à minha regra-cine-blasé: musicais. Estes, sim, são a síntese da vida. Não que eu goste de todos ou tenha os visto em sua grande maioria. Moulin Rouge nunca vi. Madonna posando de Evita? Também não.

O primeiro que vi, se me não me falha a memória, foi Grease. Olivia Newton-John e John Travolta revivendo os anos 50. Jukeboxes. Garotos bonzinhos tentando ser malvados. Garotas boazinhas tentando ser gostosonas. Summer Nights virou um clássico indispensável em qualquer revival dos 70s. A letra é tão bonitinha e reflete exatamente o que acontece na história. Sendo piegas: entrete e encanta.

E claro, como se sabe, John Travolta não parou por aí. Saturday Night Fever definiu toda uma geração. Stayin’ Alive não é só um hino para meu ídolo Tony Manero. Funciona perfeitamente para garotos como eu em pleno século XXI.

Pulp Fiction tem sua cena dedicada à dança de John Travolta e Uma Thurman.

E Quentin Tarantino repete a façanha em Kill Bill Vol. 01 em Black Mamba vs. Cottonmouth, ao som de Santa Esmeralda, “Don’t let me be misunderstood”. Confesso a vocês que nessa hora, estava praticamente em pé na cadeira do cinema. Sim, eu sou daqueles caras chatos que interagem com filmes e videogames e se movimentam conforme a ação do lado de lá. Patético, eu sei. Outra falha de caráter.

Audrey Hepburn e sua Funny Face…

Chicago… Ahhhh… The Cell Block Tango… (Suspiros)

Mamma Mia! é a prova de que existe uma música do ABBA que explica cada fenômeno do universo. Meryl Streep arrasa, beijos.

Não podemos esquecer de Glee. Quem não assiste, por favor, aproveita o hiato da primeira temporada e se eduque. Não há como viver mais sem Kurt e Sue Sylvester. NÃO HÁ MAIS! Tom de voz musicalmente sonoro e dramático, por favor, vamos entrar no clima.

E a vida deveria ser assim. O meu sonho é aprender a coreografia de Thriller, tal como Jennifer Garner em 13 going 30 ou os detentos de uma ilha qualquer do Pacífico. Todos devíamos dançar em perfeita sincronia, só por pura e simples diversão…1, 2, 3 e vamoemboratodomundo!

Se você parar para pensar bem, as pessoas, em certo nível, se reprimem. Só rola essa coletividade dançante em micaretas, axés e tudo mais, com o povo pra lá de trêbado e alguém mandando o povo pular feito pipoca do trio elétrico. Apenas nessa hora que o superego se dissolve.

Eu, por mim, mandava o superego às favas. Todo mundo dançando, cantando, em perfeito ritmo e sincronia. Para que se ter um simples diálogo quando se pode ter um espetáculo?

Os indianos aprenderam bem a lição e levaram a proposta aqui narrada a oooooutro nível: o pós-phino, ou seja, o ultra-brega-trash. Em cada vídeo musical indiano, subitamente, exatos 825.693 (oitocentos e vinte e cinco mil, seiscentos e noventa e três) figurantes surgem literalmente do meio do nada. E vamos nos jogar loucamente com Shiva, por favor.

*Vini não fará audições para as novas vagas de Glee, pois dança, canta e representa aqui, toda terça.

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8 Comentários

Arquivado em Glamour consagrado, Vini

8 Respostas para “Thank you for the music

  1. Bruno

    Ah, Glee… “Tell me how I’m supposed to breath with no ‘music'”!
    Pra mim, é uma das séries mais legais do momento. Mostra superação e crescimento através da música. Um bom ensaio pra quem ainda não aprendeu a gostar de musicais.
    Sim, caro Vini, a vida deveria ser um musical. Simples assim!

  2. Poxa, musicais não fazem a minha cabeça. Fica a dica: “Nine” é tão sem gracinha… Melhor não perder tempo.

  3. Jouviã

    Sempre quis aprender a coreografia de thriller, mas a falta de coordenação impera.

  4. Vini, tu é o filho que a minha mamma sempre quis ter! Grease, Saturday Night Fever e Mamma Mia são a bíblia da progenitora.
    Já eu prefiro o Funny Face e Sound of the Music.
    E Moulin Rouge vale a pena pelo Mc liendo Gregor: ficadica (;
    Besos!

  5. Bárbara

    Você ainda não viu Moulin Rouge? Eu sou apaixonada com Moulin Rouge!

    Só aceitaria uma serenata nessa vida, se fosse igual ao Ewan Mcgregor cantando “your song”! rs

    Adoro musicais!

  6. Concordo com a Bárbara. Moulin Rouge é tudo. Mas também sou apaixonada pelos classicões como Noviça Rebelde, Dançando na chuva… Ou, o ainda alternativo Dançando no Escuro. Mas, o último musical que me arrepiou, não foi um da ficção. Foi o vídeo do flash mob no show do Black Eyed Peas. Eu que não sou fã da musica do grupo, fiquei arrepiada. bjs

  7. matheus

    eu amo essa música indiana: vai la rivaldo sai desse lago-o. menino eu mando, sai desse lago-o. acho q vai chuver. aaah! e nunca pense em assistir moulin rouge… esse filme é uma merda

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