Baila comigo (direito)

Tango? Não trabalhamos

Tango? Não trabalhamos

Por Rafa*

Estou bem cansado da busca. Não a do phino, porque essa é eterna. Mas, durante a busca, a primeira, cheguei a uma conclusão sobre a phinesse.

Às perguntas:

– O que faz uma pessoa especial? O que em alguém faz você parar um momentinho da tua vida para olhar o outro? Não estou aqui falando de egoísmo, quando o outro aqui não tem importância. Apenas é uma muleta pra te satisfazer. Ok, o outro também pode estar se aproveitando da situação – sim, sempre está, não existe doação gratuita, nem entre os phinos.

Phino é ter dinheiro? Vocês que nos leem aqui há algum tempo sabem que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Phino é usar roupas caras? Phino é frequentar os melhores restaurantes?

Não, vocês sabem que não. Pode haver algo de phinesse nisso tudo, mas não está aí a essência.

Aos fatos:

Rafa resolve dar uma chance ao acaso e sai com um gatinho que parece ser interessante. Trabalha com as letras, com a língua (oba!) e a literatura. É cinéfilo. Tem a fala mansa. Os dois marcam um encontro num sábado à noite qualquer.

Daí o moço, que já passou dos 30, precisaria mostrar um quê de classe, não concordam? Ele prefere disparar aqueles clichês que eu já disparei quando tinha 18: “adoro filme iraniano” é o mais emblemático.

Até aí, ok. Ele ainda não foi apresentado ao EBDP pra saber que os 20 não são os novos 30. Mas a prova de fogo é a pista de dança. Sei que alguns de vocês devem tá pensando que eu enloqueci. Mas é pura verdade. A forma como alguém dança é essencial para a vida.

Se você quer saber por que eu prefiri X a Y, é só prestar atenção nos fatos.

X: camiseta de marca da classe C; gingado espontâneo e mais sorrisos; malemolência = muito charme

Y: camisa pólo “acho que vou te impressionar; discurso pronto; dancinha com a mão que envergonha = FAIL

Com X, passei a noite dançando, porque era tão bom quantos os beijos. Com Y, fiquei paralisado de vergonha. Ao invés de dançar, preferi pedir mais uma cerveja. Não conseguia nem olhar pro moço…

Daí que ele manda mensagens dizendo que não entendeu nada, que eu tinha causado nele as melhores impressões, blá, blá, blerg…

Então, phinos, se nessa segunda, que já começa arrastada, cansativa e chata, eu puder te dar um conselho, te matricula num curso de dança de salão. Ou não. Porque o teu gingado revela tudo. Até a alma.

*Rafa às vezes não consegue entender, só sentir e observar. Suas impressões aqui, às segundas; seus atos, nos outros dias.

6 Comentários

Arquivado em fica aí a dica, lição de vida, Rafa

6 Respostas para “Baila comigo (direito)

  1. saber dançar é algo que deve render horrores de pontos na escala da phinesse!

  2. Daninha

    Hahaha, adorei! Eu, ontem mesmo, falei para as gurias (sim, pq eu estou em forno alegre), esse ano eu vou fazer dança de salão. Realmente é facinante😉

  3. Di

    Rebolation!

    hahahahahah

    saber dançar, realmente, ganho muito pontos positivos…

    Beijos Rafa

  4. vivi

    aaah, bóra parar de criticar apreciadores de cinema iraniano.

    dizer que gosta, ok, pode parecer forcação, mas gostar é legítimo.

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