For all the single boys (who wanna be single)

We're living in a material world.

Por Vini*

And rich. And fabulous.
Eu não concordo com Kelly Rowland. When love takes over, o diabo! Se o assunto é David Guetta, sejamos todos Sexy Bitch(es), que é bem melhor, obrigado.

Eu tenho reputação de não ter um coração. Já me disseram que, se eu não tiver um buraco no meio do peito, devo ter uma pedra ou um pedaço de gelo no lugar. Provavelmente estão bem certos. Coração em chamas ou coração doce, melado, sedento por uma cara metade… não é o meu. Podia ser bem duro como um diamante, que é, ao mesmo tempo, o material mais duro da Terra e bastante elegante. Acho apropriada a metáfora.

Se me perguntarem o que me realizará mais – um amor ou dinheiro, isto é, uma vida profissional bem sucedida – direi sem pestanejar que dinheiro é o que eu quero. E digo isto sem pudores, remorsos ou culpas. É a mais pura verdade.

Dinheiro, para mim, não é felicidade. Dinheiro é liberdade. Três cursos diferentes de graduação e vinte e cinco anos nas costas depois, preciso mais do que nunca não depender financeiramente de mamãe. Preciso ter as minhas coisas, viver a minha vida, ser dono do meu nariz e não dividi-lo com ninguém.

E preciso ser livre, eu, comigo mesmo. Acredite: me sou uma ótima companhia. Gosto de dormir sozinho e acordar sozinho.

Este fim de semana mesmo fui a um casório de uma colega de trabalho de mamãe. Por uma festa de graça, me sujetei a uma cerimônia religiosa com pessoas bregas e estranhas, com direito, inclusive, a unhas postiças de 7cm.

Ao chegar no salão da festança, fui recepcionado por um banner com fotos do casal. Que preguiça, Senhor. Cada detalhe daquela noite apenas reforçava a minha convicção pela solteirice.

A noiva não tinha trocado de vestimenta para a recepção. Foi para a festa com o mesmo vestido de noiva, com direito a véu e tudo mais. Isto que é vontade de casar e ser casada, o resto é bobagem.

Fiz então o que de melhor havia para se fazer: dançar, dançar, dançar, esquecendo e abstraindo dos presentes ao meu redor.

Eis que, a uma certa altura da festa, um colega de trabalho de mamãe, com seus trinta e pouquinhos anos, fez uma investida na minha irmãzinha de vinte e três tenros anos.

Comentei o evento com minha mãe. Achei absurdo. O moço tinha um corte de cabelo deplorável e um cavanhaque e bidoge que faziam dele um Jack Sparrow em uma versão piorada e bizarra.

Minha mãe achou bom o acontecido. Segundo ela, o rapaz era bom caráter, digno e inteligente. “O genro dos sonhos”, arrematou. Meu cérebro, já cheio de Lambrusco, mal processou direito tal informação. Estupefado fiquei.

Minha irmã é récem-formada também. Na minha concepção de vida, ela precisa de um bom emprego, dinheiro e independência antes de arrumar um namoro. O guri nem habita na mesma cidade! Eles nem têm o mesmo círculo de amigos, como empurrar a menina para um namoro destes?

Disse à genitora que ela se comportava como se estivesse na Idade Média. Ela retrucou, dizendo que o partido era tão bom que valia a pena o comportamento feudal.

Para minha felicidade e seguindo as lógicas do bom senso, o casal não se formou.

E eu? Bom, confesso que a pista de dança não estava vazia para mim. Um rapaz muito simpático, que carrega o mesmo nome que o meu e que também trabalha com a matriarca, estava mostrando um certo interesse por minha pessoa.

Convenhamos: uma rodinha de eu, mãe, irmã, Jack Sparrow e ele se jogando na mãozinha de Single Ladies. E eu lá perdido entre a Beyoncé e o Lambrusco, pensando em como lidar com a situação. Afinal, se irmã tem direito a um pretendente medieval co-worker de mamãe, eu tenho direito a um pretendente contemporâneo co-worker do mesmo jeito.

E não quero namorar o guri, apesar de ele ser, segundo mamãe, sensível e uma série de qualidades mais. Aliás, acho que ela faria gosto deste namoro também.

Mas sejamos sinceros: I’m not nice. Não tenho vocação para ser príncipe de ninguém e não quero ninguém montado num cavalo. E por falta de maiores oportunidades, ficou por isso mesmo. Como habilidoso stalker que posso ser, já achei perfil no orkut, mas estou com peguiça de adicionar e do cyberflerte.

Vou dançando por aí. Se encontrar alguém que me faça sorrir por uma noite, me dou por satisfeito. Não estou preparado para ser responsável pelo sorriso de alguém todos os dias, nem espero que alguém faça isso por mim. Ao menos, por enquanto.

Um dia, tudo pode mudar e posso querer colocar um anel no dedo de alguém. Ou achar alguém que queira por um anel em mim. Mas, no meio tempo, ainda me valendo da sabedoria fierce de Beyoncé, fico com a seguinte máxima: i don’t think you’re ready for this jelly, baby.

*Vini is bootylicious and shakes his jelly here, excepcionalmente, nesta segunda-feira. Normalmente, às terças.

1 comentário

Arquivado em personalidade com PH, Vini

Uma resposta para “For all the single boys (who wanna be single)

  1. ai vini, tinha q ter dado uns beijos no gatinho… não precisa casar, just some fun. ; )

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