Alice no país da cerveja

* Por Felipe Valer

“Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare”. – Lewis Carroll

Em uma bela manhã, os pássaros cantam na janela e o lixeiro pára o caminhão em frente a casa. Na rua, o vendedor de jornais anuncia a rodada do futebol para o final de semana. Um jovem rapaz chamado Leonardo pula rapidamente pela janela do quarto do segundo andar, segurando nas mãos sua calça e a camiseta. Em frente ao espelho dentro do quarto a jovem Alice, bonitinha, mas com cara de ordinária faz sua chapinha diária. Seu cabelo é crespo e necessita de reparos. Praticamente uma transformação completa.

Alice está tonta devido ao trago da noite anterior e não consegue comer nada no café da manhã, pois não quer acreditar que a melhor festa da sua vida terminou. A bela apreciadora de cerveja acabou de completar 21 anos, mora sozinha e trabalha em casa escrevendo matérias para um site. Independente e sonhadora ela sempre foi uma pessoa autônoma, mas sabe que ainda não encontrou o “lugar mágico” para realizar seus sonhos.

A campainha toca e Alice abre a porta. O funcionário dos correios entrega uma caixa. Ela abre o pacote extremamente lacrado e calmamente retira uma garrafa de cerveja dourada. Não há rótulo no objeto, mas Alice observa atentamente o ofuscante brilho.

Atrasada para começar a escrever os textos que deve enviar para o site, Alice observa o relógio na parede que marca 09:07. Senta-se no sofá  e delicadamente coloca sobre a mesinha da sala um copo, ao lado um abridor. Abre a garrafa e sutilmente despeja no copo o líquido dourado que emite um som hipnotizante.

Alice lentamente leva o copo até a boca e fecha. Um homem surge na tela do computador, ele veste uma capa preta e óculos escuros: Alice siga o coelho branco!

Ela bebe o líquido dourado e de repente seu corpo começa a ficar brilhante, uma luz emana de dentro da garrafa e a menina é sugada para dentro da mesma.

Ela viaja por uma dimensão alternativa que representa o infinito e o lado desconhecido do cérebro humano.

Segue vídeo meramente ilustrativo da viagem de Alice.

Plum! Alice cai no meio de um jardim de cogumelos que fica ao lado de um rio de cerveja. Sem entender muito bem o que está acontecendo ela pega o seu celular e começa a discar, do outro lado a gravação da operadora: esta ligação não pôde ser completada, o telefone que você discou está fora da área de cobertura ou desligado. Por favor, aguarde alguns minutos e fale com uma de nossas atendentes.

Alice joga fora o celular e grita: eu preciso trocar de operadora!

Caminhando pela estrada sem saber muito bem o que fazer, um som estridente e constante ecoa por detrás das plantas. Vagarosamente a menina caminha na direção do som e quando observa por entre os arbustos vê um coelho branco usando um roléx dourado no pulso. O animalzinho ao ver Alíce saca uma arma e aponta: qualé a tua maninha

Alice observa o coelho e grita: maninha o cara… meu nome é Alicinha porra!

O coelho fica espantando e vai embora. Alice começa a seguir o animalzinho, mas ele é muito rápido.

O mundo em que Alice está se chama ‘País da cerveja’. Um local mágico onde tudo é possível, a cerveja é de graça e está sempre gelada. Para beber é preciso simplesmente abrir uma das torneiras que estão por todos os lados e encher o seu copo.

Um carro de som aproxima-se com a notícia: MEGA FESTA NO PALÁCIO REAL! INGRESSOS NO FIM. PROMOÇÃO PARA VIP’S! ATRAÇÃO INTERNACIONAL, DJ LEBRE MALUCA… DIRETAMENTE DO MUNDO MÁGICO DE OZ!

Alice abre a carteira, observa e grita para o coelho…

Continua na próxima sexta…

* Felipe Valer sabe onde fica a toca do coelho e dá dicas, fique atento, aqui, toda sexta.

3 Comentários

Arquivado em contribuição phina, escrita phina

3 Respostas para “Alice no país da cerveja

  1. É hora de renovar o repertório. Pegar posts antigos de blogs é que não dá!

    http://supimpa80.blogspot.com/2009/04/alice-no-pais-da-cerveja.html

    • Felipe Valer

      Sim! Usei uma postagem antiga que simpatizo. Na época ninguém deu bola e acho que ela vai passar batida novamente. Ultimamente ando lesado de novas ideias, mas é melhor me copiar do que ficar inventando coisas que não vejo graça.
      Detalhe: não consegui terminar o texto aquela vez. Quem sabe agora… hehehe

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