Love and real life

Ela sempre sabe o que dizer

Por Vini*

Love, love, love. People cry, pray, and they beg. Até que é bonitinho ouvir Nina Person cantando e fazendo biquinho. Na prática, codependência emocional define a situação. E não é legal, amiguinhos, simplesmente.

Exemplos me cercam a todo lado. Pessoas tweetando freneticamente na minha timeline. Carentes que precisam de atenção. Deixam uma folha de papel cair no chão e relatam em 140 caracteres a emoção de ver a força da gravidade atuando. Demonstrações de amor gratuito, não tão gratuitas assim. E eu tendo que ler, com o dedo coçando para dar unfollow e não posso, por uma questão de “educação”. (Mentira que não leio e saio pulando com os olhos.)

Tudo bem que sou meio amargo e estou praticamente morto por dentro, segundo opinão popular consagrada. Mas emoções vazias não me interessam.

Igual família. Sangue não é afeto. Um exemplo. Meu pai. Não vejo desde meados da década de 90. Não falo desde o fim desses anos. E pra mim tá ótimo. Porque ele não é boa pessoa. De fato e com provas objetivamente avaliáveis. Para que eu vou querer alguém assim perto de mim? Para no futuro eu ter que pagar pensão alimentícia? Não, obrigado. E eu não sinto falta, simplesmente porque não conheço o cara. E para que eu vou ter traumas de “papai-não-me-ama” se eu não sinto nada?

A gente tem alguns pré-esquemas montados na cabeça. Alguns “valores” que nos foram passados. Ideias de casa, família, cachorro e todo mundo comendo junto na mesa.

Eu respeito quem partilha desses valores mais tradicionais. Pessoas que querem casar, ter uma relação séria e duradoura. Afinal, cada um faz o que quer. O problema é quando as pessoas passam a viver em busca desses ideais, que são justamente ideais, ou seja, estão num outro plano. Aí não conseguem e sofrem. E muito.

A vida concreta tem tantas oportunidades reais e imperfeitas. E os defeitos são a melhor parte. Nem sempre, é claro, mas que alguns têm seu charme, isso é fato. E o mais engraçado de tudo é que o ideal não necessariamente há de se concretizar. Então, para que sofrer por algo que você nem tem, teve e sabe como é?

E se você teve e deu errado? Gente, deu errado. Não existem vilões e mocinhos nas histórias. Princesas em castelos, grandes reviravoltas, fadas e bruxas. No, no, no.

Pessoas de carne e osso que erram e acertam. E existem muitas pessoas fantásticas por aí. Pessoas para serem amadas de várias formas, gêneros e gostos. E pessoas que vão te amar em jeitos que você não esperava. E lembre-se que isso não é um conto de fadas, apenas a vida real. Vale a máxima, sempre: “Second best is never enough, you’ll do it much better on your own”.

*Vini é pragmático e cético, mas espera encontrar as tais pessoas fantásticas por aí. No meio tempo, filosofa aqui, às terça-feiras.

2 Comentários

Arquivado em fica aí a dica, lição de vida, sentimentos phinos, Vini

2 Respostas para “Love and real life

  1. uau! concordo plenamente e me chamam de sem coração…

  2. Carol

    Muito bom seu texto e concordo com sua ideias.

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