Na balança

A eterna inimiga

Por Vini*

1,72m. Não, não sou um hobbit. Um hobbit é um homem com menos de 1,70m, ou seja, 1,69m de altura. Nada contra baixinhos e estou satisfeito com a minha altura.

50kg. Era o que tinha aos 17 anos. Muito magro. Muito mesmo. Fotos daquela época são vergonhosas. Dignas de blackmail. Fui levado à praia, inclusive. O que pensavam meus familiares ao me expor publicamente assim? Não sei.

Hoje: 69kg récem-descobertos, na última quinta-feira, pois havia mais ou menos quase dois anos que não me pesava. Uma boa revelação, mas ainda há trabalho a se fazer.

Na eterna guerra contra a balança, os magros sofrem mais. Muito mais. Eu não aguentava ir à academia todos os dias e pesar. Afinal, a balança estava lá e minha curiosidade e paranoia eram tamanhas. Um belo dia, revoltei-me e pensei: chega, não quero saber. Então abstraí.

Vivemos na ditadura dos números. Alguns números queremos para mais outros para menos. Dinheiro na conta bancária? Mais. Idade? Queremos um pouco menos, mas isso não é possível. E por aí vai. Ficar nessa luta aritmética cansa e é muito frustrante.

Abstraí e fui feliz durante esses quase dois anos.

Mas resolvi marcar uma consulta com uma nutricionista e lá enfrentei minha antiga algoz, a balança. Cheguei à conclusão de que não estou comendo tão bem como poderia, o que não é bom para minha gastrite. Senti que podia melhorar meu desempenho na malhação, sem apelar para bombas. Resolvi dar uma chance à ideia.

Realmente, como disse um amigo meu “nutrição é bom senso”. Uma dieta balanceada é alcançável com uma certa dose de discernimento.

Estou gostando da experiência, por enquanto. A nutricionista foi muito simpática e ficou alarmada com os altos níveis de carboidrato da atual dieta. Proteínas precisam ser aumentadas e por ae vai. Tudo discutido, explicado, levando-se em conta a minha realidade. Quinta-feira retorno e terei o novo roteiro alimentar em mãos.

Confesso que estou empolgado. Para alguns, isso pode parecer pura viadagem, falta do que fazer, de onde gastar dinheiro. Talvez seja mesmo. Mas é possível também que haja reais benefícios. Por enquanto, estou pagando para ver.

Novamente, precisamos nos valer daquele item indispensável em qualquer refeição: bom senso.

Exemplo prático (1): um amigo meu toma adoçante ao invés de usar açúcar e 35 tipos de whey por dia. Um verdadeiro culto ao corpo que não termina. Jamais trocaria açúcar por adoçante. Não tenho problemas com a glicose e adoçante é o gosto da morte em pó ou em gotas, a critério de Lucífer.

Exemplo prático (2): um tio com problemas de glicose come pratos e pratos de caminhoneiro e troca o açúcar por adoçante no café. Hipocrisia, penso.

*Vini procura o equilíbrio alimentar, agora com ajuda profissional. Procura o equilíbrio nos outros aspectos de sua vida e narra sua incessante busca, aqui, às terças-feiras.

1 comentário

Arquivado em fica aí a dica, homem phino, teoria da dignidade, Vini

Uma resposta para “Na balança

  1. Priscila

    “adoçante é o gosto da morte em pó ou em gotas”
    Concordo. Consegui emagrecer 30kg sem precisar desse artifício…

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