A phinesse e o groove

Por Vini*

2009 não foi um bom ano. Definitivamente. Apesar disso, algumas bandas novas surgiram e outras lançaram álbuns dignos de nota – e atenção – que ultrapassam as barreiras temporais do ano que passou. 2010 vai muito bem, obrigado, com lançamentos indispensáveis na vida de uma pessoa phina e audiolover.

1. Boy Crisis – “Tulipomania”

Um dos álbuns de 2009 que, espero, continue dando o que falar em 2010. Livre das pressões de gravadoras e longe (amém) do mainstream, produzem um som capaz de deixar Scissor Sisters com inveja. Eletrônico, dançante, mas sem aquela coisa de sintetizador e computadores que deixam tudo artificial. Os caras são muito autênticos e tem um visual um tanto quanto excêntrico. O site oficial http://www.boycrisis.net dá uma prévia legal do conceito que a banda tem. Além do single “Dressed to Digress”, o álbum é recheado de batidas muito envolventes (do tipo hey, let’s get it on, NOW) como “Sex and Violence” e “Bohemian Grove”.

2. Sade – “Soldier of Love”

Sade não é indie, faz bastante sucesso e emplaca números 01 na Billboard com facilidade. Tem gente que tem um certo preconceito, porque acha que é música de velho, ou muito “Adult Contemporary”. Eu, particularmente, gosto muito e respeito o intervalo que a banda dá entre seus álbuns. “Lovers Rock”, o álbum de estúdio anterior, é de 2001. Mas valeu a pena. É um soul muito relaxante de se ouvir. Sem contar que poucas pessoas chegam na idade de Sade (vocalista) com aquela boa forma toda.

3. Scissor Sisters – “Night Work”

A capa do álbum é linda. Jake Shears é um gênio. E ele já tem o corpo e a atitude… Eu confesso que de primeira odiei “Fire With Fire”. É uma batida bem com 80s groove, um refrão meio repetitivo. Mas Jake me convenceu do hino que a música é. Eu, sinceramente, tinha achado que Boy Crisis ia tomar o posto das irmãs-tesouras. Mas espero que Jake, Ana e companhia continuem muito tempo por aí.

4. MGMT – “Congratulations”

Oracular Spectacular é um dos álbuns da minha vida. Fato. O sucessor é exatamente o que a banda prometeu: um grande álbum, sem nenhum hit. De fato, nenhuma faixa se destaca e tem pouco material para ser um hit nas ondas do rádio. Mas quem liga? Os fãs se beneficiam da criatividade do duo.

5. The XX – XX

Olha, sendo curto e grosso: se você não conhece agora, vai ali na janela e pula. Se você sobreviver, depois vai no seu pczinho e dá um jeito de ouvir. Minimalista, orgânico, eletrônico e envolvente.

6. Sia – “We Are Born”

Ela produziu para Christina Arghuilera. Loira por loira, fico com a australiana. Ela fez falta no último álbum do Zero 7, como vocalista. Mas vamos deixar a moça dar seus vôos solo. Ela dá conta.

*Vini está passando fome com sua nova dieta com menos carboidratos, mas jamais diminui a quantidade de música do seu dia a dia. Aceita sugestões de música novas aqui, às terças.

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