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Estou mais phino essa semana, e você?

Por Rafa*

Estou mais phino essa semana, como vocês já devem ter percebido pelo título da coluna de hoje. Nada tem a ver com a teoria da dignidade ou com os dois quilos que perdi. Tem tudo a ver com os amigos queridos que estão lançando seus livros.

Hoje, em Sampa, é a vez da Ju arrasar. Pra quem não conhece a gata e a história dela, eu conto, resumidamente. A fofíssima Juliana Carvalho tava no final da adolescência e de repente se viu numa cadeira de rodas.

No livro, ela mostra que, sim, é possível ser phina, mesmo com uma inflamação na medula. Maior orgulho da moça, hoje vou lá dar um beijo nela e pegar autógrafo.

Outro gaúcho que vai bombar é o Flávio Wild, mais conhecido neste espaço como o administrativo, lembra dele? Olha só as fotos e a capa do livro. Pra deixar a coluna de hoje mais phina ainda, tem um trecho de um de seus contos. O lançamento é amanhã, em Porto (queria tanto ir…).

“Véspera do Palio, noite de verão aos pés de Siena. As ruas de ontem são hoje e para sempre. Pessoas sem rosto, sem data. Cruzei a Piazza Il Campo vigiado pela terracota dos palácios: o piso de ladrilhos oblíquos, sua forma igual a concha de um molusco. Fachadas de pedra ocre enfeitadas por célebres janelas. Bandeiras tremulam nos nichos, nas sacadas. Vermelhas, azuis, brancas. E pelas balaustradas os pombos do tempo, infatigáveis, vigiam aquele céu, aquela terra, em nome de um Deus piedoso.
Dentro das muralhas da cidade, nas praças, pelas ladeiras estreitas, não se distingue morador ou visitante. Difícil encontrar nesse cenário aquele que nada sabe e vai percorrer o mesmo caminho todos os dias, insensível ao lugar. Os que andam por Siena não conhecem hábito e rotina. Possuem no olhar um êxtase. São viajantes imóveis, penetrando nos instantâneos imaginários. Porque é Siena quem captura qualquer alma humana e a faz saborear as ruas pedregosas, os degraus, o fino silêncio medieval, como se todos fossem filhos.”

(trecho do conto “Silêncio em Siena”, de Flávio Wild)

Não é muito bem relacionado este colunista de vocês?

*Rafa acredita na máxima “diga-me com quem andas que te direi quem és”. Com os phinos aqui, às segundas; com os elegantes, por aí, nos outros dias.

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Alice no país da cerveja

* Por Felipe Valer

“Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare”. – Lewis Carroll

Em uma bela manhã, os pássaros cantam na janela e o lixeiro pára o caminhão em frente a casa. Na rua, o vendedor de jornais anuncia a rodada do futebol para o final de semana. Um jovem rapaz chamado Leonardo pula rapidamente pela janela do quarto do segundo andar, segurando nas mãos sua calça e a camiseta. Em frente ao espelho dentro do quarto a jovem Alice, bonitinha, mas com cara de ordinária faz sua chapinha diária. Seu cabelo é crespo e necessita de reparos. Praticamente uma transformação completa.

Alice está tonta devido ao trago da noite anterior e não consegue comer nada no café da manhã, pois não quer acreditar que a melhor festa da sua vida terminou. A bela apreciadora de cerveja acabou de completar 21 anos, mora sozinha e trabalha em casa escrevendo matérias para um site. Independente e sonhadora ela sempre foi uma pessoa autônoma, mas sabe que ainda não encontrou o “lugar mágico” para realizar seus sonhos.

A campainha toca e Alice abre a porta. O funcionário dos correios entrega uma caixa. Ela abre o pacote extremamente lacrado e calmamente retira uma garrafa de cerveja dourada. Não há rótulo no objeto, mas Alice observa atentamente o ofuscante brilho.

Atrasada para começar a escrever os textos que deve enviar para o site, Alice observa o relógio na parede que marca 09:07. Senta-se no sofá  e delicadamente coloca sobre a mesinha da sala um copo, ao lado um abridor. Abre a garrafa e sutilmente despeja no copo o líquido dourado que emite um som hipnotizante.

Alice lentamente leva o copo até a boca e fecha. Um homem surge na tela do computador, ele veste uma capa preta e óculos escuros: Alice siga o coelho branco!

Ela bebe o líquido dourado e de repente seu corpo começa a ficar brilhante, uma luz emana de dentro da garrafa e a menina é sugada para dentro da mesma.

Ela viaja por uma dimensão alternativa que representa o infinito e o lado desconhecido do cérebro humano.

Segue vídeo meramente ilustrativo da viagem de Alice.

Plum! Alice cai no meio de um jardim de cogumelos que fica ao lado de um rio de cerveja. Sem entender muito bem o que está acontecendo ela pega o seu celular e começa a discar, do outro lado a gravação da operadora: esta ligação não pôde ser completada, o telefone que você discou está fora da área de cobertura ou desligado. Por favor, aguarde alguns minutos e fale com uma de nossas atendentes.

Alice joga fora o celular e grita: eu preciso trocar de operadora!

Caminhando pela estrada sem saber muito bem o que fazer, um som estridente e constante ecoa por detrás das plantas. Vagarosamente a menina caminha na direção do som e quando observa por entre os arbustos vê um coelho branco usando um roléx dourado no pulso. O animalzinho ao ver Alíce saca uma arma e aponta: qualé a tua maninha

Alice observa o coelho e grita: maninha o cara… meu nome é Alicinha porra!

O coelho fica espantando e vai embora. Alice começa a seguir o animalzinho, mas ele é muito rápido.

O mundo em que Alice está se chama ‘País da cerveja’. Um local mágico onde tudo é possível, a cerveja é de graça e está sempre gelada. Para beber é preciso simplesmente abrir uma das torneiras que estão por todos os lados e encher o seu copo.

Um carro de som aproxima-se com a notícia: MEGA FESTA NO PALÁCIO REAL! INGRESSOS NO FIM. PROMOÇÃO PARA VIP’S! ATRAÇÃO INTERNACIONAL, DJ LEBRE MALUCA… DIRETAMENTE DO MUNDO MÁGICO DE OZ!

Alice abre a carteira, observa e grita para o coelho…

Continua na próxima sexta…

* Felipe Valer sabe onde fica a toca do coelho e dá dicas, fique atento, aqui, toda sexta.

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Penso, logo incomodo (uma homenagem phina [?] às mulheres)

Por Felipe Valer*

Pensamento da semana:

“Imaginação fértil é quando você sonha que está transando e acorda grávida.”

Segunda não foi o dia que o mundo mudou, mas durante 24 horas as mulheres tiveram seu momento de atenção. Acho hipócrita isso tudo, pois criar uma data para “valorizá-las” não me parece um grande tributo para o que elas representam na história da humanidade. Como diz a minha amiga Lu: Isso tudo é tão piegas!

Decidi, durante a semana, que a coluna deveria homenagear o sexo “xx”. Primeira parte da homenagem: “Love songs”.

Imaginem o boa pinta que vocês viram comprando sabão em pó no supermercado. Ele resolve declarar-se em um encontro romântico na beira da praia (todo mundo cheio de areia até no lalalala)… e ele começa a cantar:

Acorda que isso é um sonho!

Voltando à realidade, decidi escrever a minha dedicatória para todas as mulheres: passado, presente e futuro? Vai saber o dia de amanhã.

Pesquisando em minha biblioteca cerebral e colocando em conflito meus dois neurônios, encontrei uma boa música. Detalhe: fiz minha versão da letra! É isso mesmo meninas, resolvi escrever uma música “mela cueca”.

Vou ficando por aqui, essa semana estou atarefado e virado em um Bombril (1001 utilidades, mas não pode me usar pra lavar o vaso sanitário). Tentem entrar no ritmo da música (I just can’t help believing – Elvis) e acompanhar
“Para amar basta apenas tentar”.

Obs: imaginem que é o cara que vocês estão esperando a ligação faz duas semanas e ele resolve usar o cérebro de uma maneira adequada.

De todos os amores que já tive
Muitos me fizeram pensar
Outros mostraram como se vive
Mas apenas um não consigo apagar

Talvez eu procure por ela
Nosso amor não pode acabar
Eu sei que é demais, é ela
Para amar basta apenas tentar

Para amar, basta apenas sonhar
Para amar, basta apenas imaginar
Para amar, basta apenas beijar

Meu amor será sempre seu
É a minha vontade
A lembrança o destino me deu
Para viver, resta a saudade

Tudo o que prometi, era verdade
Ao seu lado era um sonho
Seu beijo mostrou a eternidade
As estrelas brilhavam, era um sonho

*Felipe Valer é um aspirante a músico (não reconhecido) nas horas vagas e resolveu prestar uma singela homenagem aqui, hoje; nos outros dias, no twitter @felipevaler.

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Star Wars Beer – A garrafa final

Felipe Valer*

Há muito tempo, numa cervejaláxia muito, muito distante…

É um período de sede civil. Cervejeiros rebeldes atacando de um boteco escondido obtiveram seu primeiro porre contra o malvado império cevaláctico.

Durante a batalha, cervejeiros rebeldes conseguiram roubar os planos secretos para a fábrica final do império, a CEVA MORTAL. Uma cervejaria espacial blindada com poder suficiente para fornecer para o universo inteiro.

Perseguidos pelos sinistros fiscais do império, a princesa Celva corre para o bar em sua nave cevalar, levando as garrafas roubadas que podem matar a sede de seu povo e devolver a liberdade à cervejaláxia.

Que a força esteja com a cerveja!

A moda do momento no Brasil é a guerra “devassa” entre as cervejarias. Não tenho nada contra. Faz horas que a publicidade brasileira estava precisando de um “temperinho” para chamar atenção dos consumidores.

A cerveja e o cinema sempre tiveram uma relação muito próxima, assim nada melhor do que uma homenagem para o mercado do líquido dourado. Imaginem “Harry Potter e a cerveja filosofal”, “Harry Potter e a cerveja secreta” ou “Harry Potter e a ordem da cerveja”.

Livres associações são infinitas, mas temos de nos ater à realidade por alguns minutos.

Beer Wars, documentário mostra a batalha entre cervejarias.

A notícia não é quentinha… ops, quis dizer gelaaaada! Ano passado, pintou nos cinemas norte-americanos o filme/documentário Beer Wars, do diretor Anat Baron. A produção mostra basicamente como funciona a indústria da cerveja nos Estados Unidos, a “batalha” diária entre as grandes e pequenas cervejarias, que fazem de tudo para serem as únicas presentes nos bares e nos supermercados mundo afora.

Infelizmente eu creio que esse documentário será mais um daqueles difíceis de se encontrar. Vamos torcer para que esse filme seja exibido por aqui também.

Que a força esteja com você! Correção: que a cerveja gelada esteja com você!

Obs: este texto havia sido escrito faz um bom tempo, mas decidi ressuscitá-lo neste momento alcoólico oportuno.

Deguste o trailer com moderação!

*Felipe Valer não estava bêbado quando escreveu a coluna. Esperando o garçom encher o copo aqui, hoje; nos outros dias, no twitter @felipevaler.

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Como incendiar entre quatro paredes (guia prático de como apimentar a relação, edição esgotada nas livrarias)

Por Felipe Valer*

A leitura deve ser acompanha da trilha musical abaixo

Jamais vão conseguir escrever um “manual” que explique como colocar fogo em uma relação. Isso é papo de romancista metido a explorador, pois quem gosta de ver o circo pegar fogo sabe que a primeira atitude é jogar bem longe todos os extintores de incêndio.

Campanha nacional: abaixo aos extintores nos motéis.

Não pensem que sou o machista da vez ou que meus pensamentos sejam inescrupulosos, mas o “G” da questão é: um casal no quarto é terra de ninguém. Vale tudo!

É estranho que em pleno 2010, com esclarecimentos sexuais constantes, ainda existam pessoas (ambos os sexos) que se comportam dentro de um quarto como se estivessem meditando. Aaauuummm…

Na boa, aproveita o momento e manda o parceiro (a) calar a boca e se puxar na maionese. De uma maneira coloquial: vem cá porra e me joga na parede! Cuidado pra não bater a cabeça e acabar vendo estrelinhas no hospital. Sempre tem um exagerado que confunde sensualidade com violência. Claro que um tapinha bem dado ajuda! Mesmo que ninguém admita, VOCÊ sabe que se ainda não levou um, seu dia vai chegar!

Durante a semana escutei algumas pessoas reclamarem dos seus relacionamentos, mas em todas as histórias consegui encontrar no útero do Street Fighter amoroso o embrião do caos: INCOMPATIBILIDADE SEXUAL!

Isso é um mega problema, pois, além de todos os elementos que fazem uma relação ser “quente”, se a cama não costuma pegar fogo, é um problema sério a ser resolvido.

Dica para os casais, amantes, amizades coloridas e similares que estão com algum tipo de problema: TIREM A COLEIRA DA HIPOCRISIA DOS BONS COSTUMES! Crescemos escutando sobre a contenção dos instintos e outras bobagens mais, mas é exatamente o contrário que libertará o corpo.

Não estou estimulando traições, promiscuidade e seja lá o que você estiver pensando nessa sua cabecinha do capeta. Instinto! É exatamente isso que nos torna a única raça (na maioria das vezes irracional) que entende o verdadeiro valor do momento A2!

Da próxima vez que você encontrar o seu affair, lembre-se: sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Aproveita e tranca a porta do quarto e apaga a luz, mas deixa aquele abajur do canto ligado (só pra dar um climinha do vejo não vejo). Depois, liga o som no volume máximo e coloca a música que sugeri: “Baby did a bad bad thing”.

Vai que é tua Taffarel!

*Felipe Valer sabe que para incendiar um quarto não é preciso gasolina. Sem pudor aqui, hoje; nos outros dias, no twitter @felipevaler.

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Era uma vez

Por Felipe Valer*

Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada…

Quando decidi escrever esta coluna, na hora pensei nessa música, pois remete a lembranças e momentos de felicidade – ou não. O detalhe é que, quando Toquinho compôs essa letra, tentou mostrar que o passado nos ajuda a entender quem somos.

Não sou uma pessoa nostálgica. Durante o carnaval, escutei algumas pessoas falando o tempo inteiro de lembranças e de “como era bom aquele tempo”. Mas acho que é mais saudável pensarmos nos bons momentos atuais do que ficar abrindo o baú de meia em meia hora.

Concordo que é legal recordar pessoas que fizeram parte de nossas vidas, mas, hoje em dia, com o mundo à 1.000, devemos dar mais atenção para quem está ao nosso lado. Quantas vezes você, deitado (a) na sua caminha, comendo um monte de porcarias que não contém glúten (a moda agora é comer sem glúten … qual é a graça de comer biscoito murcho?) não ficou a cada 5 min olhando para o celular esperando alguém ligar. Quer dizer, “aquela pessoa” telefonar e dizer no melhor estilo amante latino:

– Tá dormindo? (Burro! Se ela atendeu não está mais né…)
– Não! Eu tava pintando as unhas e escolhendo uma roupa para sair com umas amigas.
– Huummm… então, te dei uma ligada pra ver qual era. Tá pilhada de dar uma banda?
– Olha, do nada assim é complicado. Me dá um toq amanhã e a gente vê. Beleza?
– Tum Tum Tum Tum…

Pergunto: o cara até vai acreditar nessa lenga lenga, mas e a mocinha vai ganhar o que essa interpretação shakesperiana? Um Leão de Ouro? A Palma em Cannes? Vai é acabar vendo a fila andar e perder o “bom (oa) mocinho (a)”.

Vamos aproveitar o hoje e esquecer as bobagens do Don Juan que você conheceu naquela festinha (você já pra lá de Bagdá usando aquela blusinha de cetim floriada bagaceira e ele jurando que estava abalando com aquela calça branca – não comento muito, pois já tive a minha época.)

Você mesmo, na frente deste monitor com MSN, e-mail, Twitter, Facebook, Orkut e sei lá o que você preferir, pare e preste atenção! Entre todos os seus contatos (trabalho, amizades, faculdade ou sexuais) não existe ninguém que você queira ligar e “trocar uma ideia”? Aproveita, pois a fila anda e a concorrência é sedenta por novas vítimas para a “lista de futuras opções”.

Todos temos rotinas, problemas e contas para pagar no final do mês… but, depois que perder a chance, o monólogo vai ter de ser muito bom para reconquistar. Já aviso aos marinheiros (as) de primeira viagem que hoje não estou com nenhum amor mal correspondido (amanhã quem sabe…), mas comento isso após escutar amigos e amigas (e são somente amigas, nada demais) que ninguém liga para eles.

Pra sacanear comecei a cantar…

Em vez de você ficar pensando nele
Em vez de você viver chorando por ele
Pense em mim, chore por mim
Liga pra mim, não, não liga pra ele
Pense em mim, chore por mim
Liga pra mim, não, não liga pra ele
Pra ele, não chore por ele…

Quebrei o gelo e consegui fazer um amigo gastar os dedos e discar: 190… piada sem graça, mas ele conversou com a digníssima e para o meu espanto: ficaram de bem… aeeeeeeee! Fui o cupido pelo menos uma vez na vida. Vou começar a cobrar meus conselhos amorosos. Jura que vão me pagar alguma coi$$$$$$$a!

Vamos deixar o “era uma vez” um pouco de lado e pensar no que você vai fazer hoje, pois algum dia a atitude que você pode estar tomando neste momento pode se tornar parte das boas lembranças que um dia serão parte da sua história e de algum (a) felizarda. É arriscar largando o carro ladeira abaixo sem freio e ficar na janela gritando: Aiô Silver!

Obs: pega a canoa e vai atrás!

Felipe Valer tem saudades daquele tempo bom, mas sabe que não volta nunca mais. Sem nostalgia aqui, hoje; nos outros dias, no twitter @felipevaler.

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Masturbação do ego

Por Felipe Valer*

Os homens mentiriam menos se as mulheres não fizessem tantas perguntas?

Não consigo encontrar resposta para essa incógnita. Outro dia, fui ao cinema assistir ao musical “Nine”, com um elenco fabuloso recheado de Bellas Donnas e o formidável Daniel Day-Lewis. Durante a projeção, analisei os conflitos internos do protagonista. Somente entendi o problema do cidadão quando a personagem Saraghina, interpretada pela cantora pop Fergie, começou a cantarolar a música “Be Italian”.

Ela é muito sensual, apesar das gordurinhas adquiridas para o filme. Sem me prender a esse detalhe, comecei a pensar como Guido (Daniel) e comecei a me questionar: o que eu faria se em determinado momento da minha vida todas as minhas ex alguma coisa começassem a me atormentar. Desculpem, mas PQP, que m… seria.

Seja italiano! Alguém quer uma intimação mais direta do que isso? Todo italiano que se preze sabe que isso é praticamente um apelo sexual e sem chance de ser negado para qualquer mulher.

Sem querer inventar desculpas e muito menos querer dar uma de bonzinho, pois todas as mulheres sabem que os homens na sua grande maioria não prestam, mas não nos culpem. Faz parte do nosso currículo ser “do mal”. É muito complicado para um homem sair na rua e perceber que o mundo feminino não se limita apenas à meia dúzia de mulheres, mas a um universo inexplorado de ilimitada beleza. Não somos culpados, pois vocês sabem como enfiar um espeto no meio do nosso núcleo de testosterona.

E devem estar se questionando: onde este mamífero que faz a barba a cada dois dias quer chegar? No útero do problema! Nós (homens!) fomos criados por mulheres, crescemos sob olhares do sexo “Y” e, desde pequenos, prestamos atenção no que elas dizem. Porém, em algum pneu furado no meio do caminho, começamos a nos perder em relação à dignidade que deveríamos ter em relação a elas (depende de quanto bebemos antes de ir para alguma festa ou se ligamos no meio da noite para “amigas” solitárias em seus covis mortíferos).

Sei que é muito blábláblá…, assim peço desculpas pela grande maioria dos homens que não souberam respeitá-las como companheiras, namoradas, amigas ou, em última instência, “ombro amigo”. O detalhe é que muitas vezes fomos iludidos por almas sedentas de segundas intenções malignas que apenas queriam nos usar. Duvido que algum homem negue que algum dia não foi iludido por um lindo par de olhos, cabelos compridos (não faço diferença pois cabelo curto é um charme muito especial) e corpo sensual, para não me adentrar em maiores detalhe obscenos.

Todo homem em algum momento da sua rotineira vida já ficou literalmente de quatro por alguma “deusa” que apenas nos devolveu tudo o que já havíamos aprontado com outras de boa índole. Como minha nonna diz: “Aqui se faz, aqui se paga!”.

É complicado ser homem nos dias de hoje. Em pleno 2010, as velhas cantadas, trovas, bajulações já não fazem tanto sentindo. O pior é que nós estamos caindo feito patos, dia após dia, nas mesmas baboseiras que usamos durante séculos.

Homens, precisamos parar de ser tão convencidos de que fazemos parte do grupo da espécie superior neste planeta. Já estamos afundando há séculos. Damas, por favor, peguem mais leve conosco, pois somos muito ingênuos para acreditar que todas as mulheres são boazinhas. Não quero generalizar, mas destacar que sem bons e “capetas”, quando falamos de relacionamento, estes fazem parte da essência do equilíbrio e sem eles não existe sexo.

Comento isso com vocês quando percebo que cada vez mais é difícil nos “abrirmos” com o lado oposto, quando mal discutimos relacionamento entre “seres” do mesmo sexo. É fudido!

No filme, Guido achou que sendo o bonzão da parada ele seria eternamente desejado e almejado pelas mulheres, mas isso é apenas cinema. Na vida real, o papo é bem diferente.

Vamos acordar e perceber que não vivemos em um filme, pois estamos lidando com sentimentos reais e que suas consequência afetam diretamente os envolvidos. O respeito que antigamente existia por ambas as partes foi se desgastando ao longo do tempo, mas quero acreditar que ainda é possível resgatar a sinceridade que embalou inúmeros livros, contos e histórias que mencionavam “relacionamentos” ao longo da humanidade. Até mesmo Napoleão já amou e foi sacaneado! Quem diz que você não será um dia?

Atenção! Abram bem os olhos, mas não esqueçam: lealdade e verdade ainda são os principais ingredientes para duas pessoas que se querem e desejam construir uma história em comum.

*Felipe Valer não é Daniel Day-Lewis, mas, dizem, dá um bom caldo, meninas. Em crise aqui, hoje; nos outros dias, no twitter @felipevaler.

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