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Na balança

A eterna inimiga

Por Vini*

1,72m. Não, não sou um hobbit. Um hobbit é um homem com menos de 1,70m, ou seja, 1,69m de altura. Nada contra baixinhos e estou satisfeito com a minha altura.

50kg. Era o que tinha aos 17 anos. Muito magro. Muito mesmo. Fotos daquela época são vergonhosas. Dignas de blackmail. Fui levado à praia, inclusive. O que pensavam meus familiares ao me expor publicamente assim? Não sei.

Hoje: 69kg récem-descobertos, na última quinta-feira, pois havia mais ou menos quase dois anos que não me pesava. Uma boa revelação, mas ainda há trabalho a se fazer.

Na eterna guerra contra a balança, os magros sofrem mais. Muito mais. Eu não aguentava ir à academia todos os dias e pesar. Afinal, a balança estava lá e minha curiosidade e paranoia eram tamanhas. Um belo dia, revoltei-me e pensei: chega, não quero saber. Então abstraí.

Vivemos na ditadura dos números. Alguns números queremos para mais outros para menos. Dinheiro na conta bancária? Mais. Idade? Queremos um pouco menos, mas isso não é possível. E por aí vai. Ficar nessa luta aritmética cansa e é muito frustrante.

Abstraí e fui feliz durante esses quase dois anos.

Mas resolvi marcar uma consulta com uma nutricionista e lá enfrentei minha antiga algoz, a balança. Cheguei à conclusão de que não estou comendo tão bem como poderia, o que não é bom para minha gastrite. Senti que podia melhorar meu desempenho na malhação, sem apelar para bombas. Resolvi dar uma chance à ideia.

Realmente, como disse um amigo meu “nutrição é bom senso”. Uma dieta balanceada é alcançável com uma certa dose de discernimento.

Estou gostando da experiência, por enquanto. A nutricionista foi muito simpática e ficou alarmada com os altos níveis de carboidrato da atual dieta. Proteínas precisam ser aumentadas e por ae vai. Tudo discutido, explicado, levando-se em conta a minha realidade. Quinta-feira retorno e terei o novo roteiro alimentar em mãos.

Confesso que estou empolgado. Para alguns, isso pode parecer pura viadagem, falta do que fazer, de onde gastar dinheiro. Talvez seja mesmo. Mas é possível também que haja reais benefícios. Por enquanto, estou pagando para ver.

Novamente, precisamos nos valer daquele item indispensável em qualquer refeição: bom senso.

Exemplo prático (1): um amigo meu toma adoçante ao invés de usar açúcar e 35 tipos de whey por dia. Um verdadeiro culto ao corpo que não termina. Jamais trocaria açúcar por adoçante. Não tenho problemas com a glicose e adoçante é o gosto da morte em pó ou em gotas, a critério de Lucífer.

Exemplo prático (2): um tio com problemas de glicose come pratos e pratos de caminhoneiro e troca o açúcar por adoçante no café. Hipocrisia, penso.

*Vini procura o equilíbrio alimentar, agora com ajuda profissional. Procura o equilíbrio nos outros aspectos de sua vida e narra sua incessante busca, aqui, às terças-feiras.

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Meu direito de ser nerd

Versão desatualizada. Revise seus conceitos

Por Vini*

Ahhh, ser nerd.

Semana passada, o dia do orgulho. Confesso que queria escrever na data. Rafa me disse que L’Andreis queria escrever no dia (uma terça-feira). Nada mais justo, afinal, foi por conta de seu twitter e suas manifestações de apoio à causa que me inspirei a escrever sobre o tema. Deixei o texto para depois, o que foi uma escolha acertada.

Acabei fazendo uma pesquisa sociológica no Twitter e no MSN sobre o que é “ser nerd”. Nada melhor do que me fazer de cobaia. Vesti meu uniforme de porquinho-da-índia egocêntrico e joguei a pergunta: você me considera nerd?

Eis alguns dos resultados:

*** “Desculpe, você é muito cool para ser nerd”. Minha ex-chefe, sobre mim, o estagiário-favorito.

*** “Você é nerd, mas de um jeito legal”. Amigo porra-louca.

*** “Você é mto disciplinado e inteligente”. Um dos melhores amigos gays.

*** “Você é estudioso e não visita o omelete.com.br todo dia, nem sabe de StarTrek”. Um dos melhores amigo hétero que competia academicamente comigo.

*** “Nerds são estranhos, não tomam banho e gostam de tecnologia, você não é assim”. Alguém que terminou o doutorado.

*** “Porque vc nao faz o estilo nerd, nerd nao dança no queijo nerd nao vai pra academia”. Um dos três dilemas de minha vida.

Eu sempre achei que minha ex-chefe me achasse nerd. Fiquei chocado com tal revelação. E, sim, eu visito omelete.com.br todo dia. Meu amigo hétero apenas diz coisas para me ofender. Ele sabe que odeio pessoas que são apenas estudiosas e esforçadas. Os burros que me desculpem, mas inteligência é fundamental.

Mas a verdade é que me considero nerd. Sempre fui inteligente, ótimo aluno, boas notas. Até o fim da faculdade, tirar 90% não era uma obrigação ou vaidade e, sim. apenas uma coisa que eu sabia que tinha chances de conseguir, logo não ia me contentar com menos.

Agora muitas pessoas dispensam o elemento “bom aluno” do conceito nerd. Para uma certa facção geek, basta apenas o interesse profundo por tecnologia e ciências. O resto é mero efeito colateral.

Para muitos, eu cometi a maior heresia que um nerd poderia cometer. Largar computação e engenharia pelas ciências sociais aplicadas, no caso, direito. Há quem diga que humanas não é ciência e ponto final.

Engraçado que o ponto de vista das respostas varia. Para alguns, ser nerd é coisa ruim. Logo um “cool” para me salvar desta categoria ou adjetivos como disciplinado e inteligente. Para outros é uma honra ser parte do grupo, e eu não mereço tal regalia.

Não preciso desmontar computadores e saber com funcionam por dentro. Gosto de estudar e aprender, só que outras coisas. Não preciso ver Star Trek. Tenho minha lista de seriados e meus quadrinhos. Se quiserem me achar, tudo bem. Se não quiserem tudo ótimo também.

Apenas evolui do nerd tímido que fui quando criança, pro nerd phino que sou hoje. Antes mais estereótipo, hoje criei meu próprio tipo. Não troco meus óculos por lentes de contato por nada deste mundo. Apenas troquei a primeira armação brega preta por outras mais bonitas.

Nerds aprendem rápido. Alguns nerds aprendem mais rápido que os outros. Apenas aprendo o que gosto dos vários mundos que conheço. Só isso.

*Vini, como todo bom nerd, quer dominar o mundo e mostra pedaços de seus planos de world-global-domination aqui, às terças.

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Masturbação do ego

Por Felipe Valer*

Os homens mentiriam menos se as mulheres não fizessem tantas perguntas?

Não consigo encontrar resposta para essa incógnita. Outro dia, fui ao cinema assistir ao musical “Nine”, com um elenco fabuloso recheado de Bellas Donnas e o formidável Daniel Day-Lewis. Durante a projeção, analisei os conflitos internos do protagonista. Somente entendi o problema do cidadão quando a personagem Saraghina, interpretada pela cantora pop Fergie, começou a cantarolar a música “Be Italian”.

Ela é muito sensual, apesar das gordurinhas adquiridas para o filme. Sem me prender a esse detalhe, comecei a pensar como Guido (Daniel) e comecei a me questionar: o que eu faria se em determinado momento da minha vida todas as minhas ex alguma coisa começassem a me atormentar. Desculpem, mas PQP, que m… seria.

Seja italiano! Alguém quer uma intimação mais direta do que isso? Todo italiano que se preze sabe que isso é praticamente um apelo sexual e sem chance de ser negado para qualquer mulher.

Sem querer inventar desculpas e muito menos querer dar uma de bonzinho, pois todas as mulheres sabem que os homens na sua grande maioria não prestam, mas não nos culpem. Faz parte do nosso currículo ser “do mal”. É muito complicado para um homem sair na rua e perceber que o mundo feminino não se limita apenas à meia dúzia de mulheres, mas a um universo inexplorado de ilimitada beleza. Não somos culpados, pois vocês sabem como enfiar um espeto no meio do nosso núcleo de testosterona.

E devem estar se questionando: onde este mamífero que faz a barba a cada dois dias quer chegar? No útero do problema! Nós (homens!) fomos criados por mulheres, crescemos sob olhares do sexo “Y” e, desde pequenos, prestamos atenção no que elas dizem. Porém, em algum pneu furado no meio do caminho, começamos a nos perder em relação à dignidade que deveríamos ter em relação a elas (depende de quanto bebemos antes de ir para alguma festa ou se ligamos no meio da noite para “amigas” solitárias em seus covis mortíferos).

Sei que é muito blábláblá…, assim peço desculpas pela grande maioria dos homens que não souberam respeitá-las como companheiras, namoradas, amigas ou, em última instência, “ombro amigo”. O detalhe é que muitas vezes fomos iludidos por almas sedentas de segundas intenções malignas que apenas queriam nos usar. Duvido que algum homem negue que algum dia não foi iludido por um lindo par de olhos, cabelos compridos (não faço diferença pois cabelo curto é um charme muito especial) e corpo sensual, para não me adentrar em maiores detalhe obscenos.

Todo homem em algum momento da sua rotineira vida já ficou literalmente de quatro por alguma “deusa” que apenas nos devolveu tudo o que já havíamos aprontado com outras de boa índole. Como minha nonna diz: “Aqui se faz, aqui se paga!”.

É complicado ser homem nos dias de hoje. Em pleno 2010, as velhas cantadas, trovas, bajulações já não fazem tanto sentindo. O pior é que nós estamos caindo feito patos, dia após dia, nas mesmas baboseiras que usamos durante séculos.

Homens, precisamos parar de ser tão convencidos de que fazemos parte do grupo da espécie superior neste planeta. Já estamos afundando há séculos. Damas, por favor, peguem mais leve conosco, pois somos muito ingênuos para acreditar que todas as mulheres são boazinhas. Não quero generalizar, mas destacar que sem bons e “capetas”, quando falamos de relacionamento, estes fazem parte da essência do equilíbrio e sem eles não existe sexo.

Comento isso com vocês quando percebo que cada vez mais é difícil nos “abrirmos” com o lado oposto, quando mal discutimos relacionamento entre “seres” do mesmo sexo. É fudido!

No filme, Guido achou que sendo o bonzão da parada ele seria eternamente desejado e almejado pelas mulheres, mas isso é apenas cinema. Na vida real, o papo é bem diferente.

Vamos acordar e perceber que não vivemos em um filme, pois estamos lidando com sentimentos reais e que suas consequência afetam diretamente os envolvidos. O respeito que antigamente existia por ambas as partes foi se desgastando ao longo do tempo, mas quero acreditar que ainda é possível resgatar a sinceridade que embalou inúmeros livros, contos e histórias que mencionavam “relacionamentos” ao longo da humanidade. Até mesmo Napoleão já amou e foi sacaneado! Quem diz que você não será um dia?

Atenção! Abram bem os olhos, mas não esqueçam: lealdade e verdade ainda são os principais ingredientes para duas pessoas que se querem e desejam construir uma história em comum.

*Felipe Valer não é Daniel Day-Lewis, mas, dizem, dá um bom caldo, meninas. Em crise aqui, hoje; nos outros dias, no twitter @felipevaler.

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30 é o novo nude

Channing, nós te amamos

Channing, nós te amamos

Rafa*

Channing Tatum é o meu mais novo muso. Bom, pra começar, ele é o cara mais delicious do momento de Hollywood, e não adianta tentar argumentar com os fofinhos do Gossip Girl. Sim, eles também são lindos, mas falta pra eles algo que o Channing tem de sobra: quilômetros rodados.

Virei fã incondicional dele, claro, após ler uma entrevista com o moço, adivinhem, na Details, meu guia espiritual e de estilo. Na publicação, o ator contou detalhes do dia em que queimou o pênis com água fervendo, nas filmagens de “The Eagle of the Ninth”. Não foi fácil, eu imagino, mas ele deu a volta por cima: “Agora meu pênis está fantástico! 100% recuperado.” Eu acredito.

Na reportagem, ele lembra do começo da vida profissional quando trabalhou como stripper. E não tem vergonha de falar sobre isso. Aliás, nem fez questão de tirar o vídeo dele se despindo na buaty do ar. Sim, ele tem um passado e não vai perder seu tempo escondendo. E é por essas e outras que foi elevado à categoria Deus pelo EBDP.

Em comum com o bofe, pouca coisa. Além da gostusura (tá, é mentira), eu também tenho três décadas de vida, completadas na última sexta. E onde eu quero chegar com isso? Na phinesse, é claro.

O primeiro passo para se chegar a ela é ter experiência. Desculpem, leitores, mas o máximo que se pode conseguir aos 25 anos é uma personalidade hype, cool… Assim eu fui um dia. Hoje não faria sentido algum.

Agora, o objetivo é manter a classe, que se conquista com o tempo, com leitura e (olha o clichê) com a experiência de vida. É bee, tem que aprender com a derrota, com o mico do streap-tease, com o pênis queimado.

E falo isso porque, segundo uma pesquisa que a gente encomendou pro Ibope, 87% dos leitores da minha coluna semanal têm entre 18 e 24 anos e são garotos que curtem garotos. Não é de se espantar.

caguei pro meu passado

Eu já passei por quase todas as coisas pelas quais vocês passaram e/ou estão passando, inclusive cirurgia plástica. Não saí ileso, claro. Sim, já me viram indo embora da buaty chorando, já levei fora pesado, já fui demitido, traído e, várias vezes, caguei no maiô.

Não pensem que me acho um gênio ou o rei da cocada preta. Mas aprendi algumas coisas, e vocês, que aparecem por aqui toda segunda, sabem que eu tenho muita coisa pra ensinar. Algumas delas:

Beleza é fundamental, mas não é tudo; inteligência é fundamental, mas não é tudo; esforço com um pouqinho de inteligência é quase tudo; educação cai sempre bem; estar com gente do bem ajuda demais.

he's so damn hot

he's so damn hot

Olhando pra trás, tive a sorte de não ter imaginado algo mega pra mim quando tivesse 30. Em nenhum momento da minha vida quis chegar nessa idade casado, com um big apartamento ou milionário. Tá, eu me imaginava com um bom emprego, com um corpo legal, rodeado de gente bacana, muitas viagens no currículo e uma certa dignidade.

O saldo é bem positivo.

Uns já me chamam de tiozinho, um pouco brincando, outro tanto pra ofender. Não me importo. Eu já tive 20 e gostava dos de 30. Me tornei um daqueles que eu sempre queria pegar. E poucas vezes consegui. Chegou a minha hora de escolher os de 20 que poderão ter alguns momentos ao meu lado. 30 é o novo nude, como vocês já devem tá sabendo. Eu já sabia há dez anos.

*Rafa completou 30 verões e não está preso num mau romance. Tira a roupa aqui, toda a segunda, e, quando pode, e para quem merece, nos outros dias.

morri e fui pro céu?

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O que a cueca diz sobre um homem

Por Roupa Velha*

O imaginário feminino do tesão sempre espera ser bem servido. Para uma mulher, o banquete do sexo envolve pegada, cheiro, corpo e apresentação. A vestimenta masculina pode beirar o démodé, mas sua intimidade, não. Usar cuecas decentes e evitar borrá-las (desculpem, ainda preciso me acostumar a usar apenas termos phinos) é fundamental para a continuidade de um sexo bem sucedido.

A teoria passa a ter validade a partir do terceiro encontro íntimo, quando a paixão e o sexo já são conhecidos. É bom estar preparado para a vasta gama de possibilidades que uma noite oferece, mas jamais se prive de ir para o motel com aquela investida de meses só porque a sua cueca, ou calcinha, não é adequada. Na primeira e inesperada noite, o que importa é o desempenho. Ninguém observa acessórios. O relevante gira em torno de desenvoltura, afinidade, fala no momento certo, depilação e tamanho do pênis (sim, a gente repara e se importa com largura e comprimento).

Quando tudo corre bem, as mulheres investem. Cuidam da lingerie e exigem que o outro faça o mesmo. Homens priorizam o conforto – que é importantíssimo para manter a saúde e a fertilidade masculina – e tendem a deixar a estética de lado. Fato: o terceiro encontro é decisivo e, se a cueca não for adequada ao corpo seminu apresentado, o romance morre.

Use a razão na escolha das cuecas e seja feliz entre quatro paredes, ou aguente as consequencias .

Cueca tanga: o modelo favorece halterofilistas, magros sarados e fantasiados para uma noite sensual. Não a use em um encontro, é fatal. Essa cueca compete em tamanho, na melhor das hipóteses, com a calcinha fio-dental que sua parceira pode estar usando. E mais, tende ao feminino. A vestimenta pode fazer sua mulher brochar e mostra em detalhes os pelos púbicos masculinos. Sua parceira vai dar, com um nojinho, e pela última vez. Acaba sendo uma boa opção para terminar um affair, sem constrangimentos.

Cueca convencional: estilo criança, é aceitável para o homem que ainda ganha roupa íntima da mãe. Ou é tão desligado com o próprio corpo e o prazer que uma peça pode gerar, que compra sua cueca num “bastantão” (leia-se aqui aqueles pacotinhos promocionais). Todo o sucesso profissional pode ir por água abaixo com esta bizarra apresentação. A relação não está perdida, mas aceite de bom grado, use e se adapte ao primeiro presente que ganharás de sua parceira: um modelo bem desenhado e com um tom adequado ao seu tipo de pele.

Samba canção: opção para dormir, é aceitável em viagens ou na sua casa. Esconda a cueca da liberdade dos países baixos de seus olhos no dia a dia. Se você gosta de andar com “as coisas soltas”, ande sem cueca, ou tire a samba canção antes que sua parceira veja. O “caminho da felicidade” tem que levantar pelo aquecimento dos corpos, não pela liberdade e o frescor íntimos.

Cueca boxer: hit da nova geração (nem tão nova assim, mas segue na moda), a velha guarda deve se adaptar. Um corpo em forma merece este modelo. Para um corpinho com quilos a mais, favorece, e a bunda de qualquer ser minimamente másculo fica perfeita neste modelo. A boxer garante uma noite, ou dia, de prazer e tem um quê de quero mais. Na dúvida, jogue todos os outros modelos fora e fique com ela. Tons em cinza, branco, preto, azul marinho e – sim – vermelho fazem qualquer mulher enlouquecer.

Cueca boxer longa: tipo bermudinha, este corte íntimo masculino valoriza o pênis. Então, se você não é bem dotado, passe longe deste modelo. Caso contrário, abuse. Se o seu corpo estiver com tudo, não se choque em ser bem servido por um bom e bem feito sexo oral unilateral (sem necessidade de retribuição). Uma cueca decente pode acabar com qualquer dor de cabeça feminina e garantir um bis.

Se você quer passar do terceiro encontro, invista. Sexo não significa namoro, mas para manter a frequência de um caso considere detalhes. Um fora nunca é inexplicável, e se a sua cueca não diz coisas boas sobre você a relação tomba ladeira abaixo, mesmo depois de um jantar em um dos restaurantes mais caros da cidade.

*Roupa Velha estreia aqui após muita insistência do editor. Tem vasta experiência de mercado e já se deparou com atrocidades no quesito íntimo masculino. Escreverá quando se chocar com “as tangas” não phinas da vida. Revela intimidades também aqui.

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Onde estão os homens de 30 solteiros?

Steve, urgente, miliga!

Steve, urgente, miliga!

Por Rafa*

Tinha tudo para terminar como o pior final de semana dos últimos tempos. Passei o domingo mal-humorado. O motivo? Pulgas, no sentido figurado (quem não entendeu, por favor, leia a minha coluna da semana passada que hoje não vai dar pra explicar de novo).

O desastre total estava por ser consumado após eu testar o novo produto depilatório que eu havia comprado no bairro da Liberdade mais cedo, após o almoço calórico de domingo. Minha barriga arde, está vermelha e, desculpem a sinceridade, fede.

Eis que, antes de começar a escrever esta coluna e estar prestes a redigir o post mais boring dos últimos tempos, resolvi assistir a um capítulo do seriado Sex and the City. Calma, gente, não tem nada a ver com roupas e busca por tendências. Nova York e Sarah Jessica Parker são tão 2003. Eu não ousaria, vocês me conhecem.

Estou reassistindo porque, vocês sabem, ano que vem chego à casa dos 30, solteiro e preocupado com o meu estado civil. Não que eu esteja totalmente desconfortável com isso, mas tem me abalado a falta de homens interessantes com três décadas de vida e a não-possibilidade de encontrar alguém legal para um romance num curto prazo de tempo. (Vocês leram bem? Eu disse romance, não pronunciei a palavra namoro, muito menos casamento.)

Eu tinha até resolvido dar uma chance para o jovem de 22 de duas semanas atrás (aquele sem um pelo no corpo pra contar história). Porém, após ele me avisar que não poderia jantar comigo num bistrô phiníssimo na última quinta porque tinha simulado (isso mesmo, SIMULADO DO VESTIBULAR) no outro dia, cheguei a conclusão de que não dava e parei de tentar. (Na sexta à noite, eu iria descobrir que ele não tem 22 anos como havia me informado, mas sim 20… e portava um namorado.) TOTAL FAIL.

Daí que eu tava quase cometendo um atentado grave contra a phinesse no sábado à noite: um encontro com um carinha que eu havia conhecido pela internet (relembre tentativa fracassada de inclusão digital aqui). Tudo levava a uma noite agradável, e eu estava prestes a meter os pés pelas mãos mais uma vez: 28 anos, profissão interessante, papo legal, inteligência acima da média. O conjunto conspirava para, no mínimo, uma noite agradável.

Mas foi só ver as fotos do moço, que deixavam à mostra o extra de murcilha em seu corpo, que baixou a Amy em mim e eu disse “no, no, no” (não, não, não, em tradução livre).

E, pra fechar o dia com luxo e glamour, encontrei encosto (leia-se pulga) no sábado à noite por acaso. Pronto: o palco para a tragédia grega estava montado.

Resisti bravamente e tomei o meu rumo, sem vacilar. Não escutei música triste, não bebi demais e não caí em tentação. Assim, Deus me livrou do mal pior, que seria perder todos os pontos na escala da phinesse.

O que me restou foi assistir a mais um episódio de Sex and City na finaleira do domingo e tentar entender um pouco a cabeça dessa geração dos 30, da qual, em breve, farei parte. Então fui agraciado com o episódio em que Miranda conhece o adorável Steve (o barman, que depois fica monobola, simpático, bem-humorado, fofo, etc etc). Não preciso dizer que me reapaixonei por ele. E voltei a ter esperanças.

E estou aqui, bebendo o meu vinho argentino barato de qualidade, escrevendo este texto pra vocês, feliz da vida, louco pra que uma nova semana comece, cheia de coisas boas. Porque eu tenho espelho em casa e, apesar da barriga destruída, sei que ainda dou um bom caldo. Charme, inteligência e senso de humor não me faltam. E deve haver outro por aí, com quase 30, como eu, louco pra me conhecer.

rafa_avatar*Rafa odeia o Mr. Big com todas as suas forças, mas dá uma de Carrie Bradshaw aqui, às segundas. Nos outros dias, sai por aí em busca do phino e de um Steve pra chamar de seu.

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O que os seus pelos dizem sobre você

A polêmica capa do disco do Tom Zé

A polêmica capa do disco do Tom Zé

Por Rafa*

Quando eu era mais novo, tipo 20, 21 anos, eu achava os caras de uns 28, 29, BEM mais velhos que eu – e mega-interessantes. Além disso, tinham aquele quê de homem feito, vida com rumo…

E de repente me vejo sendo um desses caras. Quer dizer, os jovens me veem como se eu fosse esse tipo.

O problema é que, quando saio na noite, perco um pouco a noção de idade, tempo, essas coisas. Nunca percebo, por exemplo, que o público da festa é de gente mais nova ou mais velha. Por favor, se um dia desses eu tiver pagando uma de “tiozinho da balada”, me alertem, hello-ow!

Bom, um fato: os jovens gays de hoje se depilam com muito mais frequência do que na minha época – e em lugares que eu nunca havia imaginado. Eu, por exemplo, tiro os poucos pelos que tenho nas minhas costas, como fiz no último sábado, quando a minha santa roommate acabou com a mata ralinha que faz questão de voltar sempre. E paramos por aí.

Na real, nem dou muita bola pros meus pelos e nunca me fascinou essa coisa de pele lisinha. Mas, naquela noite, me baixou um espírito piriguete, e eu estava prestes a cometer um atentado contra a phinesse: ir pra balada de regata, visto que meus braços vão muito bem, obrigado. Então, nada de cabelo aparecendo onde não deve.

Pelos raspados, amigos (ai, como os amo!) não me deixaram sair de casa com a regatinha azul que uso enquanto escrevo esta coluna.

Mesmo assim, eu estava bonito, visual descolado, moderno. Tava me achando. E não é que me dei bem na balada?

A primeira vítima foi um guri de 21 anos, pegada antiga, que tirou sarro da minha calça de moletom vermelha, linda, que fazia toda a diferença na composição do meu visual. “Por que essa mania de querer sempre parecer mais jovem”, me perguntou ele, debochando da minha vestimenta.

Ele, claro, me chama de velho, porque eu o trato por jovem. E ficamos nessa brincadeirinha.

Mas ele precisava ir, sabe como é, tinha combinado com a amiga que iam embora juntos, bem típico de jovens. O moço não podia deixar ela na mão e se perder por aí comigo, um velho. Dilemas da idade, mais precisamente, da juventude.

Sozinho de novo, lindo e carente, resolvi ir atrás de uma nova companhia. Dessa vez, alguém com a minha idade, pra que essa coisa de anos não atrapalhasse mais.

Bom, não rolou, mas evoluí. Reencontrei um moço de 22 anos, olhem só, um ano mais velho, casinho do passado (juro que minhas experiências com jovens terminam por aqui). Estava tão lindo, que só vendo pra acreditar.

E não é que ele quis continuar a noite comigo e conhecer a minha casa nova?

Pobre roommate. Além de ter que me depilar, foi acordada no meio de um sono gostoso para deixar o ninho do amor livre pra mim e pro jovem. Tadinha, seus móveis ainda não chegaram. Só lhe restou um colchãzinho maltrapilho que instalei no quarto ao lado. (Amo meus amigos, não canso de repetir!)

Entre quatro paredes, vocês sabem, phinos amados, tudo é permitido. Vou poupá-los dos detalhes sórdidos. Mas moço de 22 anos não tinha um pelo sequer pra contar história. Quando ele notou que no meu corpo os pelos estavam por lá, intactos, disse, no maior bom humor: “logo se percebe que tu não é um cara que faz cursinho”.

Bom, ele faz. E eu não tinha mais como esconder a minha não-juventude. Não há cabelo, roupa descolada ou plástica que consigam disfarçar uma mata não desbravada.

rafa_avatar*Rafa tem 29 anos e não depila as partes íntimas. Apara os pelos aqui, às segundas.

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