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Dia Mundial do Orgulho Nerd

* L´Andreis

Não lembro quando foi que entendi o que era um nerd. Certamente foi em alguma parte dos anos 80 e com certeza a minha felicidade veio exatamente por a palavra estar no plural. Eram mais de um, um grupo e eu poderia pertencer a ele. Jogar RPG, videogame, escutar as músicas que não estavam na rádio e ler os livros que a professora não pedia, tudo isso fazia parte desta cultura que hoje é comemorada e me deixa  mais feliz que Han Solo quando soube que Léia e Luke eram irmãos. Você pode perguntar como de nerd virei phina e vai ficar sem resposta. Não há nada mais phino que um nerd cheio de orgulho e malícia.

Parabéns a todos!

* L´Andreis é nerd. Se você também for, siga o twitter @nerdDEZ e ganhe kits nerds.

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O estrógeno e o dirty pop


Ela ganha

Por Vini*

É muito difícil ser uma diva hoje em dia. O motivo? Existem muitas aspirantes ao posto. Comecemos com o óbvio: Madonna, para muitos, a eterna rainha do pop. Realmente, ninguém está mais na estrada do que ela. Twenty-five and counting. Só que temos alguns problemas com a Sra. Ciccone. Primeiro: ela ficou muito popular. Existe o pop e existe o popular.

Direto, curto e grosso: as bichas suburbanas idolatram porque acham que devem idolatrar e consumir o produto em questão, sem nenhuma preocupação crítica. Segundo: existem fãs que se acham íntimos amigos e profundos conhecedores e não admitem que se fale mal, rivalizando em fanatismo com mulçumanos xiitas. Preguiça eterna. Se Madonna chegou ao seu auge em 2005 com Confessions On a Dance Floor, é bem verdade que ela decaiu de uns tempos para cá. Hard Candy não é um primor e tem erros gravíssimos. Alguém me explica Spanish Lesson, por favor.

Já o figurino da Sticky’n’Sweet é cheio de peças de mau gosto. Por que ela achou legal usar uma armadura dos Cavaleiros do Zodíaco? E se Celebration é uma ótima faixa, o clipe ficou bem pobre. Pobre mesmo é a letra de pedreiro de Revolver: “My sex is a killer, do you wanna die happy?” Conselho pra Tia: saia do morro e do gueto, largue Jesus Luz, pare de adotar crianças e vá se concentrar em puro e bom pop.

Britney. Ninguém lembra que a Christina Aguilera beijou a Madonna! Todo mundo só falou da Britney. Hoje em dia, ninguém fala mais. Agora ela canta, apelando para o mènage à trois de Paul, Mary e um terceiro fulano em 3. E sempre faz os clipes com aquela língua gigante para fora, com saliva a rodo no monitor, e a mesma cara pseudosexy. Um breakdown ofuscou seu melhor álbum, Blackout. Lançou um álbum remendado chamado Circus. Fez a palhaça. Agora vamos ver se ela recupera o posto, porque tem gente querendo…

E quem quer? Lady Gaga. É a queridinha das pistas, das paradas e do público GLBT. Ela aprendeu bem a lição de Madonna. Chocar? Sempre e mais, muito mais. Freud ficaria chocado ao saber que Lady Gaga não tem superego, porque a moça não conhece limites. E, diferentemente, de Britney, ela escreve, dança e canta. Mas vejamos por quanto tempo o pessoal aguenta as suas bizarrices.

Beyoncé é a outra bola da vez, que rivaliza com Lady Gaga em vendas e glamour. Aquela mistura de raça, fierce, muito remelexo e, pasmem, fé em Deus. Ela também produz, escreve, atua e dança. Merece muito mais respeito e tem muito mais dignidade do que uma Britney da vida.

E existe até competição entre as divas afro-descedentes. Cuidado, B-girl, porque Rihanna tá na roleta russa também. Rihanna é a prova de que não há como entender certas mulhers. Ela deve hits cósmicos com Umbrella (a.k.a. lavagem cerebral) e Disturbia e, mesmo depois disso, apanha do Chris Brown e QUER ficar com ele. QUER FICAR COM UM HOMEM QUE BATE! Jesus Luz, me chicoteia, porque não entendo isso. Acho que ela só o largou de tanto que o mundo disse o quão ridículo isso seria. A própria Rihanna chamou seu álbum novo de clássico, sendo que é uma bela porcaria.

Do outro lado do Atlântico, a diva do Europop que nasceu na Austrália, Kylie Minogue. Ela venceu um câncer e está aí. Muito digno. O problema de Kylie: álbuns apressados e com músicas toscas. Os shows são um primor e vários são superiores ao das demais divas tranquilamente. Ela é fofa e tem presença de palco. Além de tudo é humilde e reconhece músicas ruins que fez, não se envergonha e bola pra frente.

E temos uma série de divas decadentes. Mariah Carey fez Glitter, levou um pé da gravadora, mas deu a volta por cima e fez mega hits como We Belong Together. Mas ninguém nega que ela é uma louca de se jogar pedra.

Janet Jackson, tadinha, foi crucificada pelo Nipplegate e nunca mais lançou um single de sucesso. J-Lo? O namoro com o Ben Affleck sepultou sua carreira musical e não há Louboutin que a levante.

E Whitney Houston? Drugs, drugs, drugs, drugs.

Mas falemos da diva da vez, em minha não-humilde opinião, Shakira.

“Oi?”, vocês dirão.

E eu digo “Shakira, sim, senhores”. A fase em espanhol é dolorosa. Não ouvia nos anos 1990. Aquele cabelo ruim e rebelde que nunca viu uma escova na vida. Mas ela estourou no fechadíssimo mercado norte-americano em 2001 e em 2006 conseguiu ter uma das músicas mais populares do milênio com Hips Don’t Lie. É bem verdade que She-Wolf, o último álbum da moça, não vende muito bem, o que é uma injustiça. Ela veio da Colômbia! Eu não imagino o que é a Colômbia.

Saiu de lá, conquistou um continente e depois o mundo. Hoje, além de Madonna, é a única diva que tem um contrato com a Live Nation. Escreve, dança e produz. E sem contar que está muito mais phina hoje. Cabelos perfeitos, vÍdeos divinos. Ela não é a melhor, nem a minha favorita. Mas é legal ver a evolução da guria na escala da dignidade, sem tropeços vergonhosos. Além disso, Shakira pega Rafael Nadal em Gypsy. Jesus Luz, Chris Brown, Jay-Z? O tenista é mais muito mais digno.

Mulheres são cruéis, não se enganem. Elas não confiam umas nas outras e se unem por necessidade e conveniência. Já vimos team-ups de Madonna com Britney, Gaga com Beyoncé, Beyoncé com Shakira, tudo ao sabor das ondas da Billboard. O público sádico se diverte com essa batalha, mas, sem dúvida, elas sofrem.

No meio tempo, a gente espera mais um supermegahit da última semana, com uma dança supermegaelaborada, que vai agarrar na nossa cabeça como chiclete até que o próximo hit chegue.

*Vini acha que há ainda pop digno de ser ouvido, mas critica abertamente este gênero e outras coisas mais, aqui, toda terça-feira.

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Star Wars Beer – A garrafa final

Felipe Valer*

Há muito tempo, numa cervejaláxia muito, muito distante…

É um período de sede civil. Cervejeiros rebeldes atacando de um boteco escondido obtiveram seu primeiro porre contra o malvado império cevaláctico.

Durante a batalha, cervejeiros rebeldes conseguiram roubar os planos secretos para a fábrica final do império, a CEVA MORTAL. Uma cervejaria espacial blindada com poder suficiente para fornecer para o universo inteiro.

Perseguidos pelos sinistros fiscais do império, a princesa Celva corre para o bar em sua nave cevalar, levando as garrafas roubadas que podem matar a sede de seu povo e devolver a liberdade à cervejaláxia.

Que a força esteja com a cerveja!

A moda do momento no Brasil é a guerra “devassa” entre as cervejarias. Não tenho nada contra. Faz horas que a publicidade brasileira estava precisando de um “temperinho” para chamar atenção dos consumidores.

A cerveja e o cinema sempre tiveram uma relação muito próxima, assim nada melhor do que uma homenagem para o mercado do líquido dourado. Imaginem “Harry Potter e a cerveja filosofal”, “Harry Potter e a cerveja secreta” ou “Harry Potter e a ordem da cerveja”.

Livres associações são infinitas, mas temos de nos ater à realidade por alguns minutos.

Beer Wars, documentário mostra a batalha entre cervejarias.

A notícia não é quentinha… ops, quis dizer gelaaaada! Ano passado, pintou nos cinemas norte-americanos o filme/documentário Beer Wars, do diretor Anat Baron. A produção mostra basicamente como funciona a indústria da cerveja nos Estados Unidos, a “batalha” diária entre as grandes e pequenas cervejarias, que fazem de tudo para serem as únicas presentes nos bares e nos supermercados mundo afora.

Infelizmente eu creio que esse documentário será mais um daqueles difíceis de se encontrar. Vamos torcer para que esse filme seja exibido por aqui também.

Que a força esteja com você! Correção: que a cerveja gelada esteja com você!

Obs: este texto havia sido escrito faz um bom tempo, mas decidi ressuscitá-lo neste momento alcoólico oportuno.

Deguste o trailer com moderação!

*Felipe Valer não estava bêbado quando escreveu a coluna. Esperando o garçom encher o copo aqui, hoje; nos outros dias, no twitter @felipevaler.

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Phinos vídeos

* Por L’ Andreis

David Lynch já fez o seu, Scorcese fará para Channel,  e não adianta fugir, toda estrela que se preze, da frente ou de trás das câmeras, vai se render e brilhar em um vídeo feito para uma Mason. Vanguardistas não apenas em estilo, as grandes grifes sabem que estar com um vídeo online é necessário e investem pesado em conceito, produção e equipe.

Desde a última coleção, estamos sendo agraciados não apenas com grandes nomes, mas também com os novos talentos que só chegariam até aqui, se não fosse a moda e a internet, em museus. Phino? Decida por você.

Yang Fudong para Prada


Animação para Marni

Marion Cotillard para Dior

(este tem que clicar!)

* L’ Andreis escreve aqui toda a quinta e todo o dia no twitter (@carolandreis).

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A importância de um bom sofá

nunca namorei no sofá...

sofá-boca? não trabalhamos

sofá-boca? não trabalhamos

O colunista está atrolhado de trabalho, mas acha uó ficar arrumando desculpinha pra não escrever e detesta quem fica reclamando que tá cheeeeio de coisa pra fazer. Infelizmente, o artigo virá mais tarde ou em outro dia, mas o tema já está definido.

Um phino começo de semana pra ti!

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Thank you very much: fuck you

* Por L´Andreis

Indicado pelo meu amigo e talentoso Diego de Godoy, o blog dinamarquês Fuck you Very Much é anterior à música de Lily Allen. Profundamente, ele não é bem da Dinamarca, já que é escrito por um casal de lá que vive longe e separado: ela, em Nova York, ele, Londres.

Eu sei, você pensou o mesmo que eu: assim eu também quero namorar à distância. Fora a localização, eles são muito parecidos com a gente, e, toda vez que dou uma olhada em suas fotos e sentenças, me sinto mais adequada.

Em homenagem a eles, o post hoje será visual.

A gente ama o oriente, mesmo depois do hype

Ava poderia escrever no EBDP

Jogue War e faça amor

We score

A gente tomaria um mate com o Bogart e a Audrey

A gente está no Twitter: @embuscadophino

* L´Andreis também está no twitter (@carolandreis) e aqui, toda quinta.

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O Evangelho Segundo Vini

(RAH)² (AH)³ + RO (MA) + RO (MA)² + (GA)² + OOH(LA)²

(RAH)² (AH)³ + RO (MA) + RO (MA)² + (GA)² + OOH(LA)²

*Por Vini

Murphy. Esta é a Força Cósmica que rege o Universo. E não é aquela coisa “o pão com a manteiga para baixo”. Essa metáfora é muito simples. É igual a dizer “o que não mata, engorda” do nosso amiguinho Niezstche. Murphy é a prova de que o Cosmos tem senso de humor. E é deliciosamente sacana conosco.

Sou ateu. Já rezei, mas resolvi deixar Jesus pra lá. Não vi muito resultado na coisa. Respeito quem tem fé e acho até bonito. Mas fiquei muito cético e amargo para acreditar. Logo, fico com Murphy.

A vida não foi fácil. Desde o útero (relembre aqui https://embuscadophino.wordpress.com/2009/12/08/filosofoia-de-boteco-para-gravidas/), lutei pelo espaço que é meu. E eu até gosto disso. Dramaking assumido que sou, adoro uma situação inusitada, um enredo confuso, uma boa polêmica. Acho mais proveitoso que o mar de rosas.

Murphy é meu Javé. Tudo me faltará a princípio, mas depois vou ganhando meu espaço. Se Murphy é Deus, quem é my private Jesus?

O mestre maior de todos nós, claro: Morrissey. Leiamos o que Aquele que sofre para nos salvar diz na faixa 06, livro II (… Best II), do áudio sagrado dos Smiths em “Nowhere Fast”:

“And when I’m lying in my bed
I think about life
And I think about death
And neither one particularly appeals to me
And if the day came when I felt a
Natural emotion
I’d get such a shock I’d probably lie
In the middle of the street and die ”

Querem texto mais belo, meus amigos (in)fiéis? Ele sente toda aquele peso que Murphy colocou em nós. Quando se sofre, escute Morrissey, irmãos e irmãs. Ele sofreu mais que vocês e sofrerá mais. E você percebe que não está sozinho no mundo. Como é a dedicatória da comunidade do (so last decade) orkut dedicada à banda: “dedicated to the band who saved your life”. E ele salvou e vos salvará de novo. Oremos.

E quem completa a Santíssima Trindade?

Oremos, novamente, e vocês saberão de que se trata o espírito santo, que distribui línguas de fogo (é isso que o Holy Ghost faz, cristãos? Ajudem-me e corrijam-me se for o caso):

Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh!
Caught in a bad romance
Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh!
Caught in a bad romance
Rah-rah-ah-ah-ah-ah!
Rama-ramama-ah
GaGa-ooh-la-la!

De novo, irmãos e irmãs, agora com mais força e fé:

Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh!
Caught in a bad romance
Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh!
Caught in a bad romance
Rah-rah-ah-ah-ah-ah!
Rama-ramama-ah
GaGa-ooh-la-la!

Se Murphy nos fode, leitores, sejamos todos free bitches. Para que querer apenas o bom? Queiramos o feio, a doença e a revanche.

Gaga levou para o próximo nível. No começo, eu era infiel e não acreditava em sua pregação. Hoje me converti e vejo como ela tem razão. Dancemos, sejamos loucos e digamos o que sentimos. Isto faz bem e ajuda e muito a superar as dificuldades impostas por Papai Murphy. Lembre-se: mmmmm-uuu-aaaaah liberta.

*Vini acredita piamente em suas divindades e prega aqui sua religião toda terça-feira. Trocou o turno com o Rafa, que acompanha, nesta segunda, o tapete vermelho do Globo de Ouro, direto de Hollywood.

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