Que presente não dar para o seu namorado

  • L´Andreis

Amanhã é dia dos namorados e em todos os sites desse Brasil tem dicas para você presentear seu guapo e agradá-lo. Bom, aqui é diferente, se você quiser agradá-lo, fuja destas dicas. Se você já comprou uma dessas, dá tempo ainda de jogar fora. E, bem, se seu objetivo for irritá-lo, pode mandar e-mail pra nós que a gente ADORA bafão e te ajuda nessa, garota.

  1. Corações

Eu não entendo porque os shoppings e tudo mais que se mexe se enche de corações no dia dos namorados. Já viu um cara hetero e potencial namorado andando por aí com corações? Eles não compram? Devem ficar nervosos tadinhos, com esses cenários de Power Puff Girls. Pelo menos em casa, eles podem relaxar, então, gatinha, fuja de porta-retratos, estojos, mouses, pingentes, enfim, tudo de coração. Se puder, evite até o papel de presente deste jeito.

  1. Brinquedos

Se você está aqui lendo este blog você é adulta e assim também deve ser seu namorado. Ele pode amar joguinhos, bonequinhos, e etc., mas cabe a você, força impulsora da maturidade no seu homem, evitar esse tipo de mimo.

  1. Seu estilo

Todas nós amaríamos que os nossos namorados se vestissem igual a nossos ídolos, infelizmente, nem todos, mesmo nossos escolhidos tem o porte do George Clooney ou o estilo do Pete Doherty, então não vamos forçar a barra. Se você for dar uma roupa ou acessório, não empurre pra cima dele coisas que você sabe que nem por amor ele vai conseguir usar. Respeite o estilo dele e, devagarzinho, vá moldando pro ideal. Funciona.

  1. Utilitários

Carteira, meia, porta-DVD, pasta, organizadores mil. Se seu namorado é desleixado e precisa disso, leve ele pra comprar em outro dia, fora da data romântica. Se você der algo assim pra ele em um momento de amor, vai estragar todo o clima.

  1. Casa dengosa

Homens heterossexuais que gostam de mulheres podem ter casas bonitas, porém, contudo, todavia, não será um vaso Ming seu presente ideal no dia dos namorados. #ficaadica

*L´Andreis ainda não comprou o presente do dia dos namorados.

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Meu direito de ser nerd

Versão desatualizada. Revise seus conceitos

Por Vini*

Ahhh, ser nerd.

Semana passada, o dia do orgulho. Confesso que queria escrever na data. Rafa me disse que L’Andreis queria escrever no dia (uma terça-feira). Nada mais justo, afinal, foi por conta de seu twitter e suas manifestações de apoio à causa que me inspirei a escrever sobre o tema. Deixei o texto para depois, o que foi uma escolha acertada.

Acabei fazendo uma pesquisa sociológica no Twitter e no MSN sobre o que é “ser nerd”. Nada melhor do que me fazer de cobaia. Vesti meu uniforme de porquinho-da-índia egocêntrico e joguei a pergunta: você me considera nerd?

Eis alguns dos resultados:

*** “Desculpe, você é muito cool para ser nerd”. Minha ex-chefe, sobre mim, o estagiário-favorito.

*** “Você é nerd, mas de um jeito legal”. Amigo porra-louca.

*** “Você é mto disciplinado e inteligente”. Um dos melhores amigos gays.

*** “Você é estudioso e não visita o omelete.com.br todo dia, nem sabe de StarTrek”. Um dos melhores amigo hétero que competia academicamente comigo.

*** “Nerds são estranhos, não tomam banho e gostam de tecnologia, você não é assim”. Alguém que terminou o doutorado.

*** “Porque vc nao faz o estilo nerd, nerd nao dança no queijo nerd nao vai pra academia”. Um dos três dilemas de minha vida.

Eu sempre achei que minha ex-chefe me achasse nerd. Fiquei chocado com tal revelação. E, sim, eu visito omelete.com.br todo dia. Meu amigo hétero apenas diz coisas para me ofender. Ele sabe que odeio pessoas que são apenas estudiosas e esforçadas. Os burros que me desculpem, mas inteligência é fundamental.

Mas a verdade é que me considero nerd. Sempre fui inteligente, ótimo aluno, boas notas. Até o fim da faculdade, tirar 90% não era uma obrigação ou vaidade e, sim. apenas uma coisa que eu sabia que tinha chances de conseguir, logo não ia me contentar com menos.

Agora muitas pessoas dispensam o elemento “bom aluno” do conceito nerd. Para uma certa facção geek, basta apenas o interesse profundo por tecnologia e ciências. O resto é mero efeito colateral.

Para muitos, eu cometi a maior heresia que um nerd poderia cometer. Largar computação e engenharia pelas ciências sociais aplicadas, no caso, direito. Há quem diga que humanas não é ciência e ponto final.

Engraçado que o ponto de vista das respostas varia. Para alguns, ser nerd é coisa ruim. Logo um “cool” para me salvar desta categoria ou adjetivos como disciplinado e inteligente. Para outros é uma honra ser parte do grupo, e eu não mereço tal regalia.

Não preciso desmontar computadores e saber com funcionam por dentro. Gosto de estudar e aprender, só que outras coisas. Não preciso ver Star Trek. Tenho minha lista de seriados e meus quadrinhos. Se quiserem me achar, tudo bem. Se não quiserem tudo ótimo também.

Apenas evolui do nerd tímido que fui quando criança, pro nerd phino que sou hoje. Antes mais estereótipo, hoje criei meu próprio tipo. Não troco meus óculos por lentes de contato por nada deste mundo. Apenas troquei a primeira armação brega preta por outras mais bonitas.

Nerds aprendem rápido. Alguns nerds aprendem mais rápido que os outros. Apenas aprendo o que gosto dos vários mundos que conheço. Só isso.

*Vini, como todo bom nerd, quer dominar o mundo e mostra pedaços de seus planos de world-global-domination aqui, às terças.

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Vinte e cinco, vinte e seis

Dividir um teto: meloso e feliz assim?


Por Vini*

Sábado à noite. Com a vida social em espera, fico baixando músicas e batendo papo no Windows Live Messenger, depois de tentar colocar em dia alguns dos meus seriados (sem muito sucesso nesta tarefa, todavia).

Conversa vai, conversa vem, eis que meu amigo me solta a frase: “Namorido está com a família”. Eu, neófito na arte de relacionamentos e compromissos, vou no meu dicionário emocional e confirmo aquilo que já tinha em mente, mas relutava em admitir: namorido é o namorado que mora junto.

Fiquei feliz pelo meu amigo. Afinal, quando vi o casal há meses, o namorido estava indeciso entre os vários relacionamentos paralelos e meu amigo. Cinco meses fazem toda a diferença. Foram morar juntos.

Meu dileto amigo é seis meses mais novo que eu. Atualmente, tem 25 e meio (quase). O seu namorido, uns 28, 29, penso. E aí a ficha cai: eu entrei na faixa etária onde as pessoas estão moving in together? Dividindo apartamentos? Alguém dá um stop no relógio biológico, porque fiquei tonto obrigado.

Eu sempre andei na contramão da evolução das espécies. Darwin iria adorar bater um papo com Freud e discutir minha pessoa.

Aí me veio à mente o seguinte pensamento: se eu não tive nenhum relacionamento sério, duradouro e monogâmico, como lidar se eu encontrar um ser que já teve isso tudo e espera se mudar com a sua próxima cara-metade (eu, hipoteticamente falando)?

Não tenho mais paciência para pessoas de vinte e poucos anos. Não que eu seja melhor que elas, mas é que já estou em um outro degrau da vida. Sei que existem coisas que não posso exigir delas. Fico muito feliz com o que tem a me oferecer, e agradeço se me surpreenderem. Mas não tenho muitas expectativas.

No outro lado da corda, os balzaquianos me dão uma certa preguiça. Porque muitos dos exemplares que conheci são arrogantes e prepotentes. De tão obcecados com sua estadia na idade adulta, assumem posições inflexíveis como se tivessem a maturidade de decisões eternas, corretas e imutáveis. Mecanismo de autoproteção, porque não querem sofrer como antes, talvez.

E nós? Seres do meio desses vinte anos? O que fazemos? Como se estabelecer uma vida profissional de sucesso já não fosse o difícil suficiente e consumisse tantas energias. Temos que colocar um freio na vida loca e dizer adeus aos mais novos sedentos por novas experiências? Já é hora de achar alguém para viver feliz e consolidado na próxima década?

Mas como não me encaixo em nenhum desses modelos, vou buscando uma terceira via. E novas pessoas que queiram uma saída diferente para esses dilemas se apresentem, por favor.

*Vini expõe seus dramas de um quarto de século aqui, às terça-feiras.

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Dia Mundial do Orgulho Nerd

* L´Andreis

Não lembro quando foi que entendi o que era um nerd. Certamente foi em alguma parte dos anos 80 e com certeza a minha felicidade veio exatamente por a palavra estar no plural. Eram mais de um, um grupo e eu poderia pertencer a ele. Jogar RPG, videogame, escutar as músicas que não estavam na rádio e ler os livros que a professora não pedia, tudo isso fazia parte desta cultura que hoje é comemorada e me deixa  mais feliz que Han Solo quando soube que Léia e Luke eram irmãos. Você pode perguntar como de nerd virei phina e vai ficar sem resposta. Não há nada mais phino que um nerd cheio de orgulho e malícia.

Parabéns a todos!

* L´Andreis é nerd. Se você também for, siga o twitter @nerdDEZ e ganhe kits nerds.

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Estar perto não é físico

Por Rafa*

Sei que faz tempo que não apareço por aqui. Na verdade, não tenho muita coisa pra dizer ultimamente sobre a phinesse, cada vez mais rara. Mas não pensem que abandonei vocês.

É que há tantos filmes pra ver no cinema, tantas bandas novas pra escutar, outras coisas pra escrever. E, quando decidi me manifestar neste espaço, era pra sair engraçado, divertido.

Não estou triste, não fiquem preocupados. Mas estou melancólico. Sinto frio, mesmo com muita roupa. Sinto saudades de algo que nunca tive. E claro, sinto falta de você, que hoje não vai me ler, muito menos me ver. Dormir comigo então…

Nem espero mais, e tu sabe disso. Mas é que, sei lá, tanto tempo ausente por aqui; tantas ausências das duas partes.

Leitor, não me leve a mal, mas hoje você não vair rir. As piadas são as velhas, nada supreendente aconteceu. E eu nunca trabalhei tanto. E estou tão feliz.

A lição do dia: estar perto não é físico. Não entendeu. Vai ver “Os Famosos e os Duendes da Morte”. O nome não ajuda, mas é tão bom. Fica mais fácil compreender.

Volto em breve, mais engraçado. Ou triste. Phino, com certeza.

*Rafa escreve aqui às segundas. Adiantou porque faz tempo que não aparece.

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De volta

* Por L´Andreis

Voltar de viagem é triste. Sei que tem gente que viaja só pra voltar, pra valorizar o conforto de casa e do conhecido e, claro, pra mostrar as fotos pra todo mundo. Não faço parte desse grupo. Tenho banzo da visita.

A Europa, mesmo em crise, nos permite andar com a mochila nas costas sem nos preocuparmos se alguém vai roubar, nos deixa caminhar de noite e até de madrugada por ruas vazias sem paranóia e nos oferece a melhor comida do mundo por quaisquer 10 euros, como aconteceu conosco em Algeciras, cidade que foi nossa passagem para o Marrocos, de onde pegamos uma balsa até Tangêr.

Ao chegarmos na cidadezinha portuária eram 10 horas da noite e as ruas estavam vazias. Tínhamos que caminhar da rodoviária até o hotel e nos perdemos. Alguns bares estavam abertos e dentro havia apenas marinheiros maus da turma do Brutus do Popeye. Só ficamos calmos quando chegamos ao hotel, mas daí faltava comida. Pensei em ficar na água, mas meu namorado insistiu pela janta. Percorremos ruelas pontuadas de tipos com cara marroquina e jaqueta de couro preta até chegar à simpática praça principal da cidade. Foi aí que nos acalmamos: os mesmos caras de jaqueta preta estavam ali, com seus notebooks ligados e abertos no meio da praça. Não era, definitivamente, um lugar perigoso.

Talvez por estarmos mais seguros, foi aí que vimos uma taberna, cheia de secretárias e funcionários públicos, que servia tapas e bebida. Pedimos direto uma porção de jamón ibérico e vinho. Foram os 10 euros mais felizes da viagem. A adrenalina baixou e aproveitamos aquele jamón como o melhor de nossas vidas, e, naquele ponto da viagem, era mesmo.

Daí eu chego aqui e vou no Zaffari e o melhor que me oferecem é uma copa da Perdigão.

*L´Andreis é brasileira e não desiste nunca (de sair daqui). Escreve aqui todas as quintas, esteja onde estiver, e sempre no twitter @carolandreis.

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Coming up next week

Por Vini*

Achei melhor não escrever hoje. Não é por preguiça, não. Muitas teorias sobre a sociologia da phinesse borbulham entre as sinapses dos meus neurônios.

Ocorre que eu mesmo terei toda a minha phinesse colocada à prova neste fim de semana. Praticamente todos os quesitos – inteligência, raciocínio, uso da língua, aparência, simpatia, estilo, etc – serão testados.

Não, não é um concurso de miss. Não serei mister de coisa alguma também.

A phinesse tem vários níveis, campos e objetos. Cada um é testado no seu quadrado. Serei testado no meu.

Então, por enquanto, vou me preparando (porque é só nisso que penso). Semana que vem, eu conto como foi (se achar que foi algo digno de se partilhar).

E aproveito o espaço para lançar a campanha “Rafa e Dany, retornem aos nossos phinos corações”.

*Vini se sente órfão de Rafa e Dany. Sente outras coisas e as narra aqui também às terças.

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