Volta, Lizete

A casinha ficou desse jeito

Diz assim, que eu rodei, que eu bebi, que eu caí

Por SextaSessão*

Não sabes a falta que me faz.

Eu sei que nosso relacionamento é recente. Que nosso vínculo é ainda pequeno. Que tu ainda estás só começando a me conhecer. Mas volta, vai. Garanto que será diferente.

Admito que te considerava um detalhe da minha vida, até descobrir o quanto a tua ausência torna tudo mais difícil. E o quanto eu me comportei mal.

Sei que te tratei com frieza, que olhei o relógio e perguntei “não está na tua hora?”, que te disse, mais de uma vez, “não gosto que me toquem”. Que fiz pouco caso quanto tu disseste que estava de partida e espichei a mão quando tentaste me dar um beijo de despedida.

Essa sou eu, não posso me desculpar. Mas duvido que tu esperes pedido de desculpa. Não de mim.

Nunca te contei, mas houve três antes de ti. Da Judete e da Marlise eu me afastei porque estava mudando de cidade. Aliás, comecei já sabendo que não duraria.

Fernando foi o único que me mandou embora. Porque eu o enganei. Quando se aproximou demais, fiz ele acreditar que não era mais necessário na minha vida. Na despedida, desconsiderou minha mão estendida. Me abraçou forte, afagou as minhas costas, ignorando minha tentativa de evitar o contato físico.

De todos, tu és a mais difícil, a mais invasiva, a mais intimidadora, a mais dura e a mais terna.

Agora conto os dias. Fico reformulando, memorizando tudo que tenho para te dizer ao te reencontrar. Imagino qual será tua expressão, teu queixo pousado na mão, teu olhar atrás da mecha ondulada que teima em cair sobre teu rosto, teus suspiros de impaciência, tuas provocações. Sinto falta disso tudo, sinto falta das tuas gargalhadas (que mania essa de me achar tão engraçada?).

Lizete, volta. Prometo me comportar melhor.

Vou parar de repetir “não quero falar sobre isso”, “não sinto nada”, “é irrelevante”, “já está decidido”, “essa hipótese não existe”. Vou ser mais aberta a ti e à nossa relação. Agora, a caixinha de lenços Kleenex, que um dia eu te disse que jamais usaria, vai continuar intocada.

*SextaSessão cansou dos seus desencontros e entrega os pontos. Aguarda ansiosa pelas 7h30 do dia 5 de março, quando verá Lizete abrir a porta. Espera que ela esteja bronzeada e tenha descansado bastante, porque a “casinha**” está bagunçada e vai dar trabalho para limpar. SextaSessão se descontrola aqui, nas sextas-feiras, e mantém o prumo nos outros dias em seu blog.

**Lizete não é a faxineira…

7 Comentários

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7 Respostas para “Volta, Lizete

  1. Uma lágrima escorre no meu rosto…

    E tu, SextaSessão, quando vens me visitar?

  2. Ms.Riverside

    Ah! eu também queria dizer isso prá Marilene… ela também me acha muito engraçada [e eu lá sou mico de circo?]. Também já tive outros, o Norton [impacientemente pestanejava], o Walter [péssimo], o Rivera [o primeiro, inesquecível!].
    Minha casinha também tá “fora da casinha”… Volta Marilene!

    “não está na tua hora?” essa vai para a coleção de frases que não posso esquecer de dizer prá quem merece! [observados os créditos, é claro].

  3. L.

    Sem namorado eu fico; marido tb. Fico até sem o gostoso do Érico. Mas sem a Socorro NAO !!! Não dá.

    Presto atençao, de cara boa, nas estórias de tempos qdo Socorro morava no interiorzao de Pernambuco e fugia da missa pra pegar na mão do Clydimilson na pracinha. Sua melhor saia era a amarela de pregas… e ela a vestiu qdo foi pedida em casamento e também quando viajou de caminhao, com mais cuia que mala, para Brasília. Dona Socorro e Sr. Claydi (para os íntimos), hoje têm 4 filhas. Maria da Piedade, Jucymara, Claydinara, Maria Lycimara.

    A mais velha nao se conforma, nao tem y no nome.

    Minha Socorro hoje é especialista em passar saias e tudo mais que tem babados ou pregas. Costuma sair mais cedo lá de casa, às sextas, para ir à missa, e ainda prefere saias amarelas. Pois é.

    Que a sua Lizete volte logo.

  4. Lívia

    Voltei com a Luciana há duas semanas, depois de uma pausa na nossa relação. Decidimos ficar juntas novamente até o meio deste ano.
    Antes dela (beeem antes) teve a Patrícia, de quem fui completamente dependente. No meio (quer dizer, no fim) da relação com a Patrícia, teve a Eneida, que me ajudou a fugir da Patrícia! Bem, como não consigo ficar sozinha… depois de um mês sem Patrícia, encontrei o Marcelo. Alto, magro, ansioso e sem demonstração nenhuma de afeto… ele me espichava bem o braço quando nos encontrávamos. Mas foi ele, com toda a aparente frieza, que me tratou como ninguém. O Marcelo só deixou eu dar um abraço e beijo nele na nossa despedida… no nosso último encontro. Foi ele, aliás, quem me mandou para os braços da Luciana, com quem estou até hoje. Ela também ri de mim. Mas gosto dela porque, além de inteligente, ela é bonita, malhada, tem marido e filhos (e parece achar isto lindo!) Eu vou acabar acreditando! Beijos!

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