Novembro 13, 2009

Friday, I’m in love

obcecamos!

obcecamos!

Por Dany Darko*

Pra dar sequencia ao ritmo phophinho “500 Days of Summer” dessa semana (porque não é sempre que a gente tem amor sobrando), recomendo She and Him, banda formada por Zooey Deschanel e M. Ward. A megera mocinha que dispensou o coração de nosso amado Joseph Gordon-Levitt em “500 Dias com Ela” mostra nesse primeiro vídeo da dupla que romance pode ter tudo a ver com sexta-feira 13.

She and Him já não é tão novidade porque o primeiro álbum, Volume 1, saiu no ano passado. Mas, pra quem não conhece ainda, vale a pena amaciar os ouvidinhos com a voz da moça. E pra quem já conhece, vale também incitar o rufar dos tambores. Volume 2 sai do forno no próximo ano.

Auto-intitulado como gênero indie-folk, o grupo investe em letras romantiquinhas e nas melodias anos 50. A intenção dos queridos era trazer de volta as músicas que eles cresceram ouvindo nas estações de rádio AM norte-americanas. Les Paul and Mary Ford, The Ronettes, Nina Simone, Chet Atkins, Linda Ronstadt e The Carter Family são algumas das influências citadas. É para eles, aliás, que o grupo dedica o primeiro álbum que Zooey Deschanel e M. Ward preferem definir como “uma carta de amor”. Tão bonito!

Gostaram? Mais musiquinhas aqui.

*Dany Darko é indie-punk-folk-electro-post-qualquer coisa-rocker. Faz a phina aqui, às quartas, e dá mosh nos finais de semana.

Novembro 12, 2009

Diva de meia idade

gata? gostosa? sexy? inteligente? ok, mas ainda não é diva

gata? gostosa? sexy? inteligente? ok, mas ainda não é diva

Por L’Andreis*

Sinusite foi algo que a adolescência me trouxe, evolução da minha antiga bronquite asmática infantil. Tudo psicossomático, segundo a minha mãe. Genético, segundo as pessoas normais. Desta vez, o ataque foi lento e silencioso. Até que a tosse começou. Foi quase uma semana de noites de cof cof, me contorcendo toda. Antigamente, só o barulho e a coceira na garganta me incomodavam. Atualmente, o problema se estendeu pra garganta e também para os músculos que se contorciam na hora de expelir o ar.

O resultado é minha primeira inflamação nas costas. Meu primeiro sinal da meia idade. Aquela que Balzac ilustrou em uma época em que se morria cedo. Hoje, não me venham com bobagens, todo mundo sabe que os 30 são os novos 20 e que as balzacas de outrora tem mais de 40. O que não impede meu corpo de dar os primeiros sinais de cansaço. Começar a avisar que o workout tem que ser mais pesado, a comidinha mais leve, a bebida mais esparsa. Festas devem terminar antes das 7h da manhã, sono em dia de semana antes das 2h. Rotina. Disciplina. Mais e mais dignidade pra nossa teoria.

Na saída de Porto Alegre, tem um outdoor daquelas casas de massagem com final feliz que diz: “Gatinhas e coroas. Todas gostosas”. Volta e meia me pergunto se já não estou na fase das coroas. Quando as costas doem, é um desses momentos. Não tenho rugas, mas não tenho mais aquela cara redonda de abobada da adolescência. Festas e bebedeiras me cansam, garotos fazidos também. Gente burra me faz correr e … É, eu fiquei um pouco velha.

diva, no mínimo

diva, no mínimo

Antes de me deprimir, lembro sempre que jovens são cada vez menos interessantes e que divas não tem 22 anos. Divas sempre têm aquele ar de experiência e noção de estilo trazida por anos de desenvolvimento de personalidade. As meninas seguem a Beyoncé, a Britney, a Nicole, a Feist, a Cat Power e não a Sacha e a Mallu Magalhães. Só sendo diva pra poder admitir-se fã da Blake Lively sem parecer idiota. Só divas podem escutar bobagem, falar da novela e até comer no Tudo Pelo Social sem perder pontos. Ser diva é super libertador. E só se pode ser assim com um caminho (penoso) já trilhado.

Infelizmente, a liberdade não vem com analgésico embutido, e eu tenho que tomar remédios que meu pai (!) toma para as costas pra conseguir dormir minhas 9 horas direitinho e acordar sem olheiras e com a pele ótima. Felizmente, eu passei o dia segurando um look bafo que incluía uma boina de paetês chumbo que Fernanda me trouxe de NY. Blair Waldorf precisaria de mais uns 10 anos de vida pra isso.

*L’Andreis é diva aqui toda a quinta-feira e no twitter quando dá vontade (@carolandreis).

Novembro 11, 2009

A hora de voltar

Daddy's home!

Daddy's home!

Por Dany Darko*

Eu sempre imaginei a minha volta para o lar nos mesmos moldes da experiência de Andrew Largeman do “Garden State” (traduzido no Brasil como “A Hora de Voltar”). Na trama, depois de dez anos longe da família, o garçom e aspirante a ator, vivido por Zach Braff, retorna à casa dos pais, se depara com situações novas e antigas e encontra até um novo amor.

Tudo bem que eu estava só (só?) há dois anos longe de casa, que eu deixei muito mais obrigações no lado de cima do mundo que um job em um restaurante tailandês e que eu estou muito bem com meu petit-ami, mas a minha hora de voltar foi tão reveladora e renovadora quanto as aventuras de Largeman.

Quem saiu do seu local de origem e voltou depois de um bom tempo sabe bem do que eu estou falando. Não foi dificil me reconhecer naquilo que eu já nem lembrava mais que existia ou o que representava, ainda que eu acordei durante duas semanas seguidas com a barriga roncando de fome às três da manhã sem a menor ideia de onde eu poderia estar.

Nos primeiros dias, tive dificuldade com a língua e andava pelas ruas estranhando o português e surpresa com a quantidade de brasileiros por aí. Não por acaso, eu estava no sul de Santa Catarina dando risada cada vez que alguém me abordava com um « mocinha, ô mocinha! » e não com um « excusez-moi, mademoiselle », esbarrando nas pessoas e pedindo «pardon », sendo constantemente corrigida pelas enjambrações e adaptações francês-português.

Esse escritor é muito celébre – disse eu.
É muito o quê? – riu meu interlocutor.
Celébre.
Sê lebre é o coelho. O certo é célebre.
Ok, ok. Então me avisa com avanço se tu vais querer o livro dele.
Avanço só o desodorante. Acho que tu quiseste dizer com antencedência…
Ain, é culpa do fuso (vergonha, muita vergonha).

Mas além das redescobertas linguísticas e culinárias (como eu consegui sobreviver dois anos sem churrasco?) e de toda a culpa destinada ao fuso, percebi o quanto me fez falta essa receptividade, a conversa solta, o sorriso fácil e todo esse otimismo que « só a gente tem », me disse uma tia que nunca saiu do país.

Tudo bem que essa não é a melhor época para ser patriota com a insegurança borbulhando em qualquer canto do país, a corrupção batendo as tamanquinhas na nossa lata e Geisy Arruda sendo expulsa da universidade por conta do tamanho de um vestido. Em alguns momentos eu juro que pensei que ainda bem que eu vivo do lado de cá, embora eu continue pagando meus impostos em solo nacional.

Ainda assim, trouxe para cá o melhor que eu pude, além de cachaça, doce de leite e erva-mate encomendada pelo povo gaúcho daqui. Porque o melhor de voltar para a casa no Brasil (já que, depois de dois anos e meio, também me sinto em casa aqui acima dos trópicos, mas não da mesma forma) é se sentir ainda dentro de casa, como se eu nunca tivesse saído de lá. Mesmo que, a cada vez que eu abrisse a boca para dizer não importa o quê, todo mundo me perguntasse de que planeta eu vinha, voltei para a outra casa com a certeza que origem nasce e morre conosco.

E assim, retornei radiante para os Alpes, não porque tem sol lá fora (motivo número 1 da felicidade europeia – fenômeno que acontece, às vezes, entre os meses de julho/agosto), mas porque eu percebi o quanto pode ser phino ser brasileiro. Porque phinesse é quando eu abro o sorriso e digo que tudo vai dar certo, todo mundo sabe de onde eu venho.

E daí dá tudo errado, claro.

*Dany Darko chegou em ritmo de axé de volta à França, mas ninguém deu bola porque todo mundo está blasé por conta do frio. Aqui, com amor sobrando até o final do inverno europeu, às quartas.

Novembro 10, 2009

Um ano de EBDP

Estamos comemorando um ano de existência coletiva. Os 365 dias foram de muito luxo, muita cor, alguns resvalos, mas sempre levantando e ficando bem em cima do salto. Agora somos três. Exatamente o número do momento. O número que Britney Spears evoca para o mainstream dizendo sim ao hedonismo, não à hipocrisia. O número que vai pra cama com Serena Van der Woodsen e não faz ela deixar de ser cool ou futura aluna favorita da Brown.

Por aqui, somos três jornalistas (ok, L’Andreis não pode se considerar mais assim, mas rótulos não nos atraem). Nossa intenção não é recrutar você para threesome, nem dizer que isso é a coisa mais fantástica do mundo, mas sabemos que a phinesse passa por destruir o preconceito e a hipocrisia.

E sim, vamos falar de Geyse Arruda, porque aquele vídeo aparece na nossa mente volta e meia e incomoda. Pernas de fora não são e não podem ser consideradas problema no mundo (ainda mais se não estiverem craqueladas de celulite). Mostrar um pouco do corpo não faz ninguém menos phino; agora, intervir na escolha alheia, sim.

Vamos continuar aqui falando de threesome, foursome, fivesome ou o que nos fizer pessoas melhores, mais vividas, experimentadas, completas. Não espere, em hipótese alguma, que escondamos nossas pernas, varizes, cicatrizes e até aquele sinal de nascença bobo. Não usamos a atitude pra ferir ninguém, apenas pra fazer a roda da phinesse girar.

E que venham os próximos (três?) anos.

Um beijo,
Dany Darko, L’Andreis e Rafa
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Novembro 9, 2009

365 Dias sem Ele

Joseph Gordon-Levitt, miliga, pls

Joseph Gordon-Levitt, miliga, pls

Por Rafa*

Paixão nova é bom. Dá vontade de acordar mais cedo pra ver a vida, se preparar para o que pode acontecer mais tarde, suspirar, esperar, respirar melhor. Até sofrer de mansinho tem o seu charme. Já paixão velha é um saco. É a certeza de que o que não veio até agora não vai vir. É esperar por tão pouco. E bate aquela vontade de não sentir mais e ficar pra sempre na cama.

Conversava com uma amiga dia desses sobre o filme “Amantes”, um dos melhores do ano. No longa, Leonard (Joaquin Phoenix) se apaixona pela vizinha Michelle (Gwyneth Platrow), que, na boa, só dá uns pegas nele porque o cara dela é casado e não dá o valor que ela acha que merece. Sandra, a personagem de Vinessa Shaw (phina!), é quem paga o maior pau pro Leonard, que só dá uns amassos nela porque os pais da moça estão prestes a fechar negócio com a família dele.

No final, Michelle, que quase larga tudo por Leonard, o abandona e o cara acaba ficando com a outra que lhe restou. Porque era a que tinha. É tocante ver ele dando o anel que havia comprado pra Michelle para Sandra, a mulher que sobrou pra ele. Triste, triste, como a vida.

Essa minha amiga nunca se apaixonou daquele jeito que só os que já passaram pela situação sabem. Largar tudo por causa de uma pessoa? Mudar de país? Pensar em se matar porque não foi correspondido? Na cabeça dela, jamais. Isso, segundo ela, é coisa de gente doente.

Ela teve uma interpretação totalmente diferente da minha sobre o filme. Para a minha amiga, Leornard, no final, se dá conta de que Sandra é a única pessoa que pode fazê-lo feliz. Na minha avaliação e na das demais pessoas com quem falei sobre “Amantes”, a Leonard só resta a mais pura e dolorida verdade: ele ficou com a moça porque não havia outra opção. Era o que tinha “pra hoje”.

E é o que vemos por aí quase todos os dias. Pessoas que não se amam -e que, talvez, nunca tenham se amado- juntas, por conveniência, pra não ficarem sozinhas ou por pura preguiça. Não condeno. Mais fácil assim.

Outros, como eu e Tom (Joseph Gordon-Levitt), do filme “500 Dias Com Ela”, ainda esperam encontrar alguém legal pra poder dividir a vida. Ou já encontraram, mas não foram correspondidos –aí entra aquela parte da merda que pode ser a paixão.

Versão em inglês do trailer de “500 Dias Com Ela”, um oferecimento da vivi

“500 Dias Com Ela” tem ainda a fofíssima Zooeey Deschanel e trata a paixão de uma forma mais lúdica e não tão doída quanto “Amantes”. Nos traz alguma esperança e, no momento, phinos amados, fico com “500 Dias Com Ela”.

A paixão não-correspondida de Tom tem dia certo para acabar (500 dias). E com o fim, vocês sabem, vem a esperança, uma nova estação.

Amanhã, o EBDP completa um ano de vida. O início deste espaço coincidiu com uma paixão novinha em folha deste que vos escreve. Só que ela, um ano depois, ficou velha, desgastada, chata… São 365 sem ele, que não virá no próximo final de semana, nem no outro.

Mas fiquem tranquilos. Ainda não chegou a hora de aceitar qualquer coisa que aparecer por aí. Enquanto o meu Joseph Gordon-Levitt não aparece, sigo assistindo a filmes sobre e feitos com paixão. Pra tentar entender ela um pouco mais, pra não sofrer mais tanto assim.

Certeza que a nova estação em breve vai chegar. Torçam por mim.

*Rafa esclarece que a coluna de hoje é mera literatura e não tem ligação alguma com fatos ou pessoas reais. (Muito menos contigo, seu idiota!) Escreve aqui às segundas já faz um ano, com ou sem paixão.

Novembro 6, 2009

Lição de casa

Por Rafa*

A phinesse só poderá ser alcançada depois de muito esforço, isso é fato. Bom, a missão do final de semana é assistir ao filme “Amantes”. (Não reclama, porque eu ainda não mandei ler nenhum livro do Lévi-Strauss, meu sociólogo favorito – a loka.) O tema da próxima coluna será a paixão e, não adianta chorar se não tiver tempo, porque eu vou contar o final do filme. Detalhe: é um dos melhores do ano.

Bom, quem já assistiu tem que ver “500 Dias com Ela”. Ainda não tive tempo para conferir, mas fontes seguras garantem que é uma delicinha de gostoso. Na trilha sonora, nada menos do que The Smiths. Já gamei. E vocês?

(Pra ver o trailer, clica duas vezes no vídeo que abre uma nova janela.)

*Rafa escreve sobre cinema como profissão pra pagar a próxima coleção de inverno. Dá dica aqui de vez em quando em nome da phinesse e lição completa de glamour toda segunda.